Prefeitura de Santo André inova e implanta Programa Municipal de Sementes Crioulas da Paixão


A Prefeitura de Santo André, através da Secretaria de Agricultura, realizará um projeto inovador no âmbito da esfera pública: a Implantação de um Programa Municipal de Produção, Aquisição e Distribuição de Sementes Crioulas, mais conhecidas na Paraíba, como Sementes da Paixão.

A ação é fruto de uma parceria com as organizações sociais que trabalham no território do Cariri, o Coletivo Regional das Organizações da Agricultura Familiar e o Patac. O projeto terá a missão de produzir, guardar e distribuir Sementes da Paixão para famílias agricultoras de todo município.

No último dia 1º de Junho, foi realizado às margens do açude Pau Caído, no rio Taperoá, o plantio de um roçado municipal com Sementes Paixão de milho, da variedade Jaboatão e Sementes de feijão macassa natal e rabo de peba, adquiridas de famílias agricultoras dos municípios de São Vicente do Seridó e Cubati. O plantio contou com a presença do prefeito Edglei Amorim, que retornou às origens e colocou a mão na massa, ajudando na plantação das sementes.

Segundo o gestor: “A prática de plantar e conservar as sementes crioulas é antiga, entre agricultores e agricultoras de várias regiões do Brasil, porém o que há de novo é que em poucos estados e municípios essa prática tenha virado uma política pública”.

Para o secretário de agricultura, Alex Barbosa, a principal responsabilidade com os agricultores é fazer com que eles percebam que hoje, sua produção não é mais a mesma de antigamente, além das poucas chuvas devido ao avanço das mudanças climáticas, temos um ataque tecnológico e biológico às sementes crioulas.

“Estas sementes vêm sendo guardadas e preservadas por gerações, a invasão tecnológica e biológica dos transgênicos, fortalecida pelo agronegócio, avançou sobre as propriedades dos agricultores e seus bancos de sementes familiares, gerando dependência da compra de sementes no mercado todos os anos, ou esperando a distribuição de um programa de sementes estadual que não respeita os períodos de chuvas, nem as variedades plantadas pelas famílias. Além da distribuição ser de sementes hibridas, ainda vêm em poucas quantidades”.

“Nós queremos criar uma cultura de estoque, onde os agricultores possam ter sementes em quantidade e com qualidade para a alimentação familiar e o plantio, logo no início das chuvas, assim como era na época de nossos avós”, destacou Alex Barbosa.

O Programa Municipal de Produção e Distribuição de Sementes Crioulas da Paixão se dará em quatro etapas: plantio, colheita, armazenamento e distribuição. Até o final deste ano de 2021, teremos já instalado na sede da Secretaria de Agricultura, a central de recebimento e distribuição da agricultura familiar que dará mais apoio a esta importante ação.

O prefeito Edglei Amorim parabenizou mais esta iniciativa da Secretaria de Agricultura e disse que a partir dela, o município terá mais uma ação estratégica para os produtores rurais. “Minha meta ao assumir o governo e ao convidar o secretário Alex para assumir a pasta era dar uma atenção especial e especializada para os agricultores. Estamos fazendo isso por meio de vários investimentos importantes e sendo um parceiro que incentiva a produtividade no campo”, pontuou.

Sementes Crioulas ou da Paixão – Essas sementes vêm ao longo da história sendo selecionadas, preservadas e produzidas pelas famílias agricultoras, onde são guardadas em bancos de sementes familiares e comunitários, milhares delas são articuladas e acompanhados por organizações sociais e entidades de assessoria técnica, em todo o Brasil. Na Paraíba, elas são conhecidas como “Sementes da Paixão”, apelido carinhoso dado pelos agricultores e agricultoras, que expressa a importância desse patrimônio genético e cultural para a humanidade.

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB