Polícia Federal altera data de provas e reabre inscrições para peritos

Foto: Vagner Rosário

O Departamento de Polícia Federal retificou o edital do concurso da PF. As alterações foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (07) e alterou a data de aplicação das provas objetivas e discursivas, além de reabrir o período de inscrições para candidatos negros e com deficiência, apenas para algumas especialidades do cargo de perito.

A retificação foi feita em cumprimento à Recomendação nº  42/2018, expedida pelo 2º Ofício da Cidadania da Procuradoria da República do Distrito Federal (PRDF), visando dar oportunidade de ingresso para esses candidatos, pois, de acordo com a PRDF, faltava pluralidade e acessibilidade no edital.

Com isso, as provas que estavam previstas para 26 de agosto serão aplicadas em 16 de setembro. Apesar da publicação ter sido feita no DOU de hoje, as modificações também foram publicadas na última segunda-feira (06) pelo site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca examinadora da seleção.

O documento de retificação também prevê que a divulgação dos locais de realização das avaliações não acontecerá mais em 9 de agosto, mas 10 dias antes da primeira fase do concurso.

As inscrições para o cargo de perito foram prorrogadas até às 18h de 13 de agosto, somente para candidatos negros e com deficiência, pelo site do Cebraspe. A taxa custa R$ 250 e poderá ser paga, se necessário, até o dia 29 de agosto. As vagas são para graduados em engenharia (agronômica, química e florestal) química industrial, química, geologia, medicina e farmácia.

Estão sendo oferecidas 500 vagas imediatas, sendo 150 para delegado, 60 para perito criminal, 180 para agente, 80 para escrivão e 30 para papiloscopista. Os salários iniciais vão de R$ 11.983,26 a R$ 22.672,48, para jornadas de trabalho de 40 horas semanais.

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB