Parque de energia renovável no Sertão da Paraíba vai gerar 2 mil empregos

A Paraíba vai ganhar um novo parque de energias renováveis. Na manhã desta sexta-feira (11), o Governo do Estado e a empresa Rio Alto anunciaram a instalação do complexo solar Santa Luzia, constituído por 28 usinas solares fotovoltaica de 58 megawaltz, totalizando 1.6 gigawatts de capacidade. Será o maior parque da América Latina, com esse projeto, a Paraíba será 100% munida de energia renovável.

“Aqui vai ser o maior parque realmente implantado da América Latina, tem projetos maiores, mas ninguém iniciando obra. Hoje o grande projeto da Rio Alto é o projeto de Santa Luzia, onde vamos empenhar todos os nossos esforços”, disse Edmond Chaker Farhat Júnior, sócio fundador Grupo Rio Alto.

O projeto está sendo instalado em uma área de mais de dois mil hectares nas cidades de Santa Luiza e São Mamede. Nesta fase serão investidos mais de R$ 4,2 bilhões com estimativa de dois mil empregos diretos, com cerca de 2 mil empregos, 8 mil indiretos. O início das obras está previsto para julho deste ano com início para entrega dos parques em janeiros de 2023.

No momento, a empresa está concluindo o complexo de Coremas para seguir para o complexo de Santa Luiza. De acordo com informações do sócio-fundador Edmond Farhat, será utilizada mão-de-obra local, chegando a 99% da equipe contratada. Os trabalhadores passarão por cursos de capacitações para desenvolverem autonomia profissional.

O parque também contará com inteligência artificial desenvolvida a partir de parcerias do as universidades locais.

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB