Paraíba tem 10 municípios em bandeira vermelha e 213 em bandeira laranja na nova classificação do Novo Normal

A Paraíba tem 10 municípios com bandeira vermelha e 213 com bandeira laranja na nova classificação do plano Novo Normal PB. O novo balanço foi divulgado neste sábado (12). Na avaliação anterior, a Paraíba tinha 12 municípios na bandeira vermelha e 211 na bandeira laranja.

A vigência da nova classificação tem início na próxima segunda-feira (14). Ela vai definir o que deve funcionar e o que deve ser restrito durante a pandemia do novo coronavírus nos municípios. A prevalência das bandeiras vermelha e laranja indica gravidade da pandemia do coronavírus na Paraíba.

Vale lembrar que já há algumas semanas os secretários titular e executivo de Estado da Saúde, Geraldo Medeiros e Daniel Beltrammi, respectivamente, vem alertando sobre a nova alta de casos e mortes por Covid-19 na Paraíba. O descumprimento do isolamento social, não uso de máscaras e aglomerações são alguns dos pontos críticos destacados para o novo aumento da transmissão do coronavírus no estado, além das variantes que têm atacado os mais jovens e com maior gravidade.

A Paraíba registrou, neste sábado (12), 2.111 novos casos de Covid-19, em 24 horas. Também foram confirmados 37 novos óbitos, desde a última atualização, sendo 22 nas últimas 24 horas. De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado desde a última atualização, 66 (3,12%) são casos de pacientes hospitalizados e 2.045 (96,87%) são leves.

Agora, a Paraíba totaliza 356.826 casos confirmados da doença, que estão distribuídos por todos os 223 municípios. Até o momento, 981.582 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados.

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB