Opera Paraíba: em um ano, número de cirurgias supera marca dos 15 mil

O programa Opera Paraíba, que tem facilitado o acesso da população às cirurgias eletivas no estado, superou a marca de 15 mil procedimentos até maio deste ano. O número de cirurgias oferecidas este ano é quase o triplo do oferecido no mesmo período de 2022, quando 5.302 procedimentos foram realizados. Foram 2.277 cirurgias em janeiro, 2.532 em fevereiro, 3.707 em março, 3.631 em abril e 3.393 em maio, totalizando 15.540 procedimentos. Atualmente, 26 unidades hospitalares estão incluídas no programa em todo estado.

O secretário de Saúde da Paraíba, Jhony Bezerra, explica que o crescimento é fruto do fim do período pandêmico, associado à ampliação dos procedimentos ofertados pelo programa. “Com o equilíbrio do cenário epidemiológico e o fim da pandemia, conseguimos ampliar significativamente a variedade e o número de procedimentos, mobilizando 26 hospitais e oferecendo 170 tipos de cirurgias, desde as mais simples, como as cirurgias de catarata, até cirurgias bariátricas, cirurgias ortopédicas de alta complexidade e oncológicas. A gestão desse programa tem sido voltada para abranger a demanda dos paraibanos em vários eixos de forma eficiente e voltada para a saúde nas suas mais variadas especialidades”, afirma.

Também estão incluídas no Opera Paraíba cirurgias de otorrino, gastroenterologia, vasculares, de cabeça e pescoço, procedimentos ginecológicos, urológicos, remoções de lesões na pele, mastectomia, nefrectomia parcial (retirada parcial do rim) e cirurgias para tratamento de neuropatia compressiva, quando o nervo está afetado por compressão nos braços, mãos, pernas e pés. Entre os procedimentos realizados em maior volume pelo Opera Paraíba, estão as cirurgias de catarata, colecistectomia (retirada de vesícula), histerectomia e herniorrafia (hérnia).

Para participar do programa o encaminhamento é feito via cadastro no Opera Paraíba, por meio das Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF) das Secretarias de Saúde de cada município. Essa demanda é encaminhada para a Secretaria Estadual de Saúde, que faz a triagem por meio do Regnutes, software desenvolvido pela UEPB que operacionaliza o cadastramento e organiza a fila para realização dos procedimentos, e direciona o paciente para o hospital executante mais próximo.

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB