Município de Gurjão aparece entre as 10 cidades com melhor qualidade de vida na Paraíba

Com 65,77 pontos, a cidade de Campina Grande, no Agreste paraibano, tem a melhor qualidade de vida entre todos os municípios do estado, de acordo com levantamento feito pelo Pauta Realjunto ao Índice de Progresso Social Brasil (IPS -Brasil). A capital paraibana, João Pessoa fica em segundo lugar com pontuação de 65,55, seguida da cidade de Cabedelo com 65,01. 

Essa é a primeira avaliação do IPS no Brasil, que traz os índices completos da realidade socioambiental dos  5.570 municípios do país. A pesquisa foi realizada para avaliar a qualidade de vida nessas cidades a partir de uma cesta de 53 indicadores secundários.

Cada cidade foi avaliada com nota de 0 a 100, e índices de três dimensões são eles: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades, além de 12 componentes que são: Nutrição e Cuidados Médicos Básicos, Água e Saneamento, Moradia, Segurança Pessoal, Acesso ao Conhecimento Básico, Acesso à Informação e Comunicação, Saúde e Bem-estar, Qualidade do Meio Ambiente, Direitos Individuais, Liberdades Individuais e de Escolha, Inclusão Social e Acesso à Educação Superior).

O IPS avalia ainda, o que realmente importa para as pessoas indo além do contexto econômico, afinal, desenvolvimento econômico não necessariamente representa desenvolvimento social. A ferramenta é baseada em dados públicos, que identifica e apresenta, em uma mesma escala, se as pessoas têm o que precisam para prosperar.

A Rainha da Borborema se destacou pelos índices de Moradia (98,28) que avalia Domicílios com Coleta de Resíduos Adequada, Domicílios com Iluminação Elétrica Adequada, Domicílios com Paredes Adequadas e Domicílios com Pisos Adequados; Água e Saneamento (93,17). A pontuação mais baixa, de acordo com a pesquisa, foi no quesito de Direitos Individuais (28,56), que abrange Acesso a Programas de Direitos Humanos, Existência de Ações para Direitos de Minorias, Índice de Atendimento à Demanda de Justiça e Taxa de Congestionamento Líquido de Processos.

A cidade tem 419.379 mil habitantes segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e tem o PIB per capita de R$24.915,01.

A capital João Pessoa, com 833.932 mil habitantes, teve boa pontuação nos mesmos dois componentes: Moradia (95,2) e Água e Saneamento (89,39). O PIB per capita é de R$26.868,70 com uma diferença de apenas R$1.953,69 em relação a Campina. Já o pior pontuação da cidade foi em Inclusão Social (40,81) que compreende, dentro da pesquisa, componentes como: Paridade de Gênero na Câmara Municipal, Paridade de Negros e Pardos na Câmara Municipal, Violência contra Indígenas, Violência contra Negros e Violência contra Mulheres.

A terceira cidade da Paraíba com melhor qualidade de vida é Cabedelo, com pontuação de 65,01. Moradia foi o componente melhor avaliado (90,84) e o pior foi Direitos Individuais (22,17).

Fechado o grupo das dez cidades melhor avaliadas, cinco estão na Região do Sertão do estado e duas nas imediações de Campina Grande. São elas: Carrapateira (64,58) Passagem (63,86), Gurjão (63,56), Sousa (63,53), Sertãozinho (63,24), Santa Luzia (63,06) e Soledade (63,04).

As cinco cidades paraibanas com pior avaliação em todos os componentes são Nova Floresta (49,52), Jericó (49,13), Pitimbu (49,4), Cruz do Espírito Santo (48,23) e Marcação (47,36).

De acordo com o relatório da IPS-Brasil, os dados apresentados norteiam as estratégias para o aprimoramento e sustentação da qualidade de vida das pessoas e que nas próximas pesquisas seja possível fazer comparativos dos dados, já que essa foi a primeira pesquisa realizada no país. A escolha dos indicadores foi baseada na confiabilidade das fontes dos dados, acessibilidade, abrangência e atualização.

Paraíba tem segunda melhor qualidade de vida do Nordeste

Entre os estados do Nordeste, a Paraíba (60,11) ficou em segunda posição no ranking de qualidade de vida. O estado de Sergipe (61,20) ficou em primeiro lugar, de acordo com o relatório do IPS-Brasil. Em seguida ficaram os estados de Ceará (59,71), Rio Grande do Norte (59,52), Piauí (59,30), Pernambuco (59,22), Bahia (57,85), Alagoas (57,42) e Maranhão (55,72).

No ranking entre os estados brasileiros, a Paraíba ficou com 60,11 pontos do IPS Brasil, na 13ª posição, abaixo de 11 estados e do Distrito Federal. A melhor pontuação, conforme o relatório, é em Moradia 92,29 e Água e Saneamento com 71,47. Assim como a Capital do estado, o menor desempenho é em Direitos Individuais 33,74.

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB