‘Médicos sem Fronteiras’ vão atuar no Sertão da Paraíba contra a Covid-19

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) assinou, nesta terça-feira (22), um termo de parceria de atuação com a organização não governamental Médicos sem Fronteiras para atendimento Covid-19 em municípios do Sertão paraibano. A proposta de intervenção da instituição humanitária internacional é para reduzir a transmissão comunitária e diminuir os óbitos na 6ª Região de Saúde da Paraíba.

De acordo com o secretário executivo de Saúde da Paraíba, Daniel Beltrammi, a organização vem com duas ofertas que já foram executadas em outras unidades federadas do país. Ele explica que o primeiro padrão de oferta é aumentar a capacidade de testagem da população da 6ª Região para ajudar a reduzir a transmissibilidade do vírus. A outra possibilidade de intervenção é o apoio de equipes médicas no que diz respeito aos cuidados intensivos aos pacientes covid.

“Médicos sem Fronteiras é uma das maiores organizações globais não governamentais que cuidam de questões como deixar a saúde acessível à população. Esse convênio realizado junto à SES vai permitir que esse arsenal de apoio e acompanhamento possam beneficiar não só os serviços estaduais, mas todos aqueles que estejam envolvidos com o plano de contingência e combate à Covid-19”, pontua.

A coordenadora médica de Médicos sem Fronteiras, Ana Letícia Nery, explica que a Paraíba foi selecionada por apresentar indicadores de atenção em relação à transmissão comunitária e à ocupação hospitalar por covid. Ela pontua que a ação vai ter foco, neste primeiro momento, em Patos e nas cidades da região, com dois eixos de trabalho, um na atenção primária e o outro na atenção hospitalar.

“Nós temos o objetivo de complementar e dar apoio às atividades do Sistema Único de Saúde no enfrentamento da pandemia de covid-19 aqui no estado. A proposta é ampliar a testagem para ter um impacto direto no controle da pandemia, reconhecer os pacientes com maior brevidade, seguir aqueles que apresentam critérios de gravidade para reconhecer, com rapidez, os que precisam ser encaminhados para o hospital. Além de ter uma atuação junto ao Hospital Regional de Patos com treinamentos e capacitações das equipes, com o objetivo de diminuir a ocupação, melhorar o cuidado, mas também melhorar os indicadores de mortalidade e morbidade no hospital”, afirma.

O plano de implementação da intervenção se inicia na segunda-feira (28). O foco de proposta inicial é de um mês de atuação, podendo estender para um período maior.

Criada em 1971, na França, Médicos Sem Fronteiras (MSF) é uma organização humanitária internacional que leva cuidados de saúde a pessoas afetadas por graves crises humanitárias. No Brasil, a organização começou a atuar em 1991, quando profissionais do MSF chegaram ao país para combater uma epidemia de cólera na Amazônia. Desde então, MSF aumentou progressivamente sua atuação em nosso país, culminando com as ações relacionadas à covid-19, com presença em diversas cidades brasileiras no atendimento a populações vulneráveis.

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB