João Azevedo veta lei que proibia apreensão de veículos durante pandemia

Consta na edição desta sexta-feira, 26, do Diário Oficial do Estado da Paraíba o veto feito pelo governador João Azevedo (Cidadania) à lei aprovada pela Assembleia Legislativa que “dispõe sobre a restrição temporária do poder de polícia administrativa do Estado da Paraíba para apreender veículos automotores em decorrência de débitos relativos a tributos, encargos e multas de trânsito vinculados a este, durante todo o período da pandemia do COVID-19.” O projeto de lei havia sido apresentado pelos deputados João Henrique e Branco Mendes.

Para justificar o veto, o governador cita motivação “estritamente técnica” e diz ter buscado subsídios no Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN) e Polícia Militar da Paraíba (PMPB). “Embora veja bons propósitos no PL nº 1725/2020, o múnus de gestor público impõe aos chefes de poderes executivos de todos os entes federados a observância mútua das competências legislativas.

No caso em tela (PL nº 1725/2020), trata-se de matéria relacionada a trânsito, cuja competência para iniciar o processo legislativo é da União. Conforme art. 22, XI, da Constituição Federal”.

Parlamento PB

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

O carteiros paralisaram suas atividades da manhã de hoje na Paraíba em protesto contra atos de violência durante entregas de mala direta. O Secretário-Geral do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (SINTECT-PB), Tony Sérgio Rodrigues Cavalcante, relatou que os trabalhadores estão sofrendo na ruas durante a realização do serviço.

“Pessoas mal-intencionadas estão atacando os trabalhadores, filmando os trabalhadores para lacrar na internet como se os trabalhadores estivessem cometendo crime eleitoral. Estamos parando para chamar atenção da sociedade para o fato que aconteceu em João Pessoa, Campina Grande e São Bento”, explicou Cavalcante Cavalcante.

O Sindicato que representa os carteiros tem recebido denúncias graves de trabalhadores que, durante a entrega de correspondências e materiais de mala direta relacionados ao período eleitoral, estão sendo abordados de maneira hostil, ameaçados e, em situações extremas, agredidos fisicamente simplesmente por realizarem a distribuição de material de ordem legal de distribuição pelos Correios.

Carteiros não são responsáveis pelo conteúdo da correspondência

O sindicalista lembra que o carteiro não é responsável pelo conteúdo político da correspondência que entrega, não escolhe o remetente, não define qual candidato ou partido terá seu material distribuído e não está fazendo campanha eleitoral.

Além disso, a distribuição de Mala Direta é um serviço comercializado regularmente pelos Correios. Partidos políticos, candidatos e entidades de qualquer espectro ideológico podem contratar a estatal e os próprios Correios apresentam a Mala Direta como uma das soluções oficiais nas Eleições 2026 para divulgação de propostas.