Deputado Caio Roberto nega elo com facções e diz que seguirá campanha ‘tranquilamente’

Após ser alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada nesta terça-feira (29), o deputado estadual Caio Roberto (MDB) negou qualquer vinculação com organizações criminosas e afirmou que continuará realizando sua campanha com “absoluta tranquilidade”.

A declaração foi dada em uma nota publicada nas redes sociais do deputado. Caio Roberto afirmou ainda que exerce sua campanha eleitoral de acordo com as regras do processo eleitoral em todo o Estado da Paraíba e que não praticou qualquer tipo de ilícito eleitoral.

A investigação

Segundo a investigação, integrantes da facção, valendo-se do controle territorial exercido sobre comunidades, teriam negociado apoio político e a autorização para que candidatos ingressassem nesses locais e realizassem atos de campanha.

Em contrapartida, são investigados pagamentos a uma liderança do grupo, o custeio de despesas de um centro comunitário e tratativas envolvendo cargos e empregos na administração pública, entre outros benefícios.

A investigação apura, em tese, crimes eleitorais, organização criminosa, lavagem de dinheiro, domínio social estruturado e favorecimento ao domínio social estruturado. As diligências buscam aprofundar a apuração dos fatos e individualizar a conduta dos envolvidos.

Durante a operação, a PF apreendeu cerca de R$ 220 mil. O secretário do Procon-JP, Júnior Pires, também foi alvo da ação e teve o afastamento cautelar do cargo determinado pela Justiça Eleitoral por 90 dias.

A Prefeitura de João Pessoa informou, nesta terça-feira (29), que ainda não foi notificada oficialmente sobre a a decisão judicial que afastou o secretário do Procon-JP, Júnior Pires, mas esclareceu que está “à disposição das autoridades para colaborar com as investigações”.

Ao todo, são cumpridos sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).

Leia nota de Caio Roberto

O Deputado Caio Roberto vem informar que exerce sua campanha eleitoral de acordo com as regras do processo eleitoral em todo o Estado da Paraíba, não tendo praticado qualquer tipo de ilícito eleitoral.

Informa ainda que atendeu prontamente a diligência da polícia federal na data de hoje e que na ocasião, não foi localizado dinheiro ou qualquer outro elemento indiciário de qualquer crime eleitoral ou de qualquer vinculação com membros de organizações criminosas.

Assim o candidato Caio Roberto continuará realizando sua campanha com absoluta tranquilidade, respeitando as regras do pleito e permanecendo a inteira disposição da justiça eleitoral.

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri