Governo vai aceitar pagar mais duas parcelas de R$ 600 do auxílio emergencial

O governo federal decidiu aceitar a proposta do Congresso Nacional e vai estender o Auxilio Emergencial em duas parcelas de R$ 600.

A informação foi confirmada ao blog por integrantes da equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes. A decisão deve ser tomada na manhã desta terça-feira (30), em reunião no Palácio do Planalto.

Inicialmente, o governo propôs pagar mais três parcelas de R$ 300. Depois, passou a defender um escalonamento decrescente, com parcelas de R$ 500, R$ 400 e R$ 300. Mas o Congresso não aderiu à ideia.

Pelas contas da Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado, cada parcela do auxílio custa, por mês, R$ 50 bilhões aos cofres públicos. O benefício foi criado como forma de combater os efeitos da pandemia do novo coronavírus.

Para pagar por mais meses parcelas de R$ 600, o governo não precisa enviar nova proposta ao Congresso. A lei que criou o auxílio deu ao governo o poder de renovar o benefício, mas apenas com parcelas iguais às iniciais, aprovadas em abril.

A agenda do presidente Jair Bolsonaro traz um evento na tarde desta terça com a renovação do auxílio emergencial.

G1

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O carteiros paralisaram suas atividades da manhã de hoje na Paraíba em protesto contra atos de violência durante entregas de mala direta. O Secretário-Geral do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (SINTECT-PB), Tony Sérgio Rodrigues Cavalcante, relatou que os trabalhadores estão sofrendo na ruas durante a realização do serviço.

“Pessoas mal-intencionadas estão atacando os trabalhadores, filmando os trabalhadores para lacrar na internet como se os trabalhadores estivessem cometendo crime eleitoral. Estamos parando para chamar atenção da sociedade para o fato que aconteceu em João Pessoa, Campina Grande e São Bento”, explicou Cavalcante Cavalcante.

O Sindicato que representa os carteiros tem recebido denúncias graves de trabalhadores que, durante a entrega de correspondências e materiais de mala direta relacionados ao período eleitoral, estão sendo abordados de maneira hostil, ameaçados e, em situações extremas, agredidos fisicamente simplesmente por realizarem a distribuição de material de ordem legal de distribuição pelos Correios.

Carteiros não são responsáveis pelo conteúdo da correspondência

O sindicalista lembra que o carteiro não é responsável pelo conteúdo político da correspondência que entrega, não escolhe o remetente, não define qual candidato ou partido terá seu material distribuído e não está fazendo campanha eleitoral.

Além disso, a distribuição de Mala Direta é um serviço comercializado regularmente pelos Correios. Partidos políticos, candidatos e entidades de qualquer espectro ideológico podem contratar a estatal e os próprios Correios apresentam a Mala Direta como uma das soluções oficiais nas Eleições 2026 para divulgação de propostas.