Ex-prefeito de Soledade é condenado por sonegação de impostos e tem direitos políticos suspensos

O ex-prefeito de Soledade, Geraldo Moura Ramos, foi condenado pela 3ª Vara Criminal da Comarca de João Pessoa por sonegação de impostos municipais. De acordo com a sentença, ele deixou de recolher o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) da empresa Moura Ramos Gráfica e Editora Ltda nos anos de 2019, 2020 e 2021.

A decisão judicial aponta que o réu, na qualidade de administrador da empresa, suprimiu o pagamento do tributo de forma recorrente, causando um prejuízo superior a R$ 1,1 milhão aos cofres públicos. O Ministério Público estadual denunciou o caso com base na Lei nº 8.137/1990, que trata dos crimes contra a ordem tributária.

A pena estabelecida foi de um ano, um mês e dez dias de detenção, além de multa. No entanto, a pena privativa de liberdade foi substituída por prestação de serviços à comunidade e pagamento de cinco salários mínimos. O regime inicial será aberto.

A Justiça também determinou a suspensão dos direitos políticos do condenado durante o período da pena. A defesa argumentou dificuldades financeiras da empresa, mas a juíza Ana Christina Soares Penazzi Coelho entendeu que houve dolo na sonegação fiscal, uma vez que o imposto foi cobrado dos clientes, mas não repassado ao município.

Com a sentença, caberá agora à defesa decidir se recorrerá da decisão.

CONFIRA AQUI A ÍNTEGRA DA DECISÃO.

*O espaço fica aberto caso o ex-prefeito Geraldo Moura queira se manifestar.

De Olho no Cariri

Com Gutemberg Cardoso

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O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou há pouco o rito que será adotado durante a sessão desta terça-feira (15), que vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10h.

Em seguida, a secretária da sessão fará a leitura da ata da sessão anterior da Corte, e Fachin vai realizar as saudações de praxe a todos os ministros.

O ministro chamará o processo para julgamento e passará a palavra ao ministro André Mendonça, que fará a leitura do relatório. O caso chegou a Fachin após Mendonça, relator do Caso Master, informar sobre possíveis conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro.

Depois, a palavra será dada à Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a manifestação da procuradoria, a votação será iniciada.

O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão.

O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli se declarou impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco.

Mais cedo, o STF confirmou que a sessão da Corte terá transmissão ao vivo pela TV Justiça e pela internet. 

Agência Brasil