Ex-deputado Ivaldo Moraes morre por sequelas da Covid-19

Faleceu na madrugada desta quarta-feira (07) o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Alagoa Nova, Ivaldo Moraes. Ele estava internado na Clínica Santa Clara, em Campina Grande, em tratamento devido a sequelas decorrentes da Covid-19.

No decorrer do tratamento Ivaldo teve um infarto, o que agravou ainda mais o seu estado de saúde. Mesmo assim, ele vinha seguindo com o tratamento. Porém, o seu estado de saúde se agravou e ele veio a óbito nesta quarta.

A família de Ivaldo Moraes ainda não decidiu detalhes sobre velório e sepultamento.

BIOGRAFIA

Ivaldo Medeiros de Moraes nasceu no dia 22 de junho de 1942 na cidade de Equador, no Rio Grande do Norte. Ainda menino mudou-se para o Município de Alagoa Nova, situada na região do Brejo paraibano, onde concluiu a primeira fase dos estudos (antigo curso primário) no Grupo Escolar Professor Cardoso. O Ginásio e o Científico (denominações dadas à segunda fase do ensino fundamental e ao ensino médio, respectivamente) ele concluiu no Colégio

Diocesano Pio XI, em Campina Grande, de onde saiu para ingressar no curso de Odontologia na Sociedade Caruaruense de Ensino Superior (Faculdade de Odontologia de Caruaru/PE), tendo se formado em 1974.

Como odontólogo, destacou-se como profissional de renome na região polarizada por Campina Grande, onde exerceu diversas atividades relacionadas à profissão, com destaque para as de cirurgião dentista, professor, sub-chefe, chefe e coordenador do Departamento de Odontologia da antiga Fundação Universidade Regional do Nordeste (Furne), atual Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), médico odontólogo do antigo Departamento

Administrativo do Serviço Público (Dasp), órgão ligado ao antido INPS (atual INSS), e cirurgião dentista do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai/PB). No campo particular, mantém desde a década de 70 um consultório odontológico na cidade de Campina Grande.

Além da profissão principal (Odontologia), Ivaldo destacou-se em outras atividades importantes para a sociedade. Por exemplo, foi professor, vice-diretor e chefe do Departamento de Ciências em Alagoa Nova (Ginásio Comercial Tabajara) e agropecuarista, nos municípios de Boqueirão e Alagoa Nova.

ATUAÇÃO POLÍTICA

Determinado a dar sua contribuição ao processo de desenvolvimento econômico e social da Paraíba, Ivaldo Moraes resolveu ingressar na vida político-partidária ainda no início dos anos 60. Em 1963 assumiu uma Cadeira de Vereador na Câmara Municipal de Alagoa Nova, permanecendo no cargo até 1969. Como vereador, exerceu a Presidência do Poder Legislativo da cidade durante o período de 1968 a 1969.

Tendo se afastado da vida pública por alguns anos para cuidar de sua vida profissional, Ivaldo Moraes retornou ao cenário político em 1992, quando foi eleito vice-prefeito de Alagoa Nova pelo PMDB. Em 1996 elegeu-se prefeito, também pelo PMDB, tendo exercido uma das administrações mais promissoras de Alagoa Nova, fato que lhe rendeu um reconhecimento popular que o levou à reeleição, no pleito eleitoral de 2000, com 77 por cento dos votos válidos. Em sua reeleição, por motivos políticos internos, Ivaldo disputou a Prefeitura pelo PDT.

Também no seu segundo mandato de prefeito, Ivaldo Moraes desenvolveu um trabalho de grande aceitação popular, e novamente nas eleições de 2004 (já de volta aos quadros do PMDB) obteve grande sucesso nas urnas, desta vez elegendo o então vice-prefeito Luciano Oliveira para a Prefeitura da cidade com 5.705 votos.

Deixando a Prefeitura Municipal de Alagoa Nova em 31 de dezembro de 2004, Ivaldo assumiu, em janeiro de 2005, após a posse do prefeito Veneziano Vital do Rêgo, o cargo de secretário adjunto da Administração da Prefeitura Municipal de Campina Grande, permanecendo na Pasta até abril de 2006, quando se afastou para disputar uma das 36 Cadeiras da Assembléia Legislativa do Estado.

Em 1º de outubro de 2006 elegeu-se deputado estadual com 22.017 votos, sendo votado em 134 dos 223 municípios paraibanos.

Mais PB

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB