Entenda como Marielle incomodou a expansão imobiliária criminosa

O relatório final do inquérito da Polícia Federal (PF) sobre os assassinatos da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, mostra que o estopim para o crime pode ter sido uma disputa política em torno de um projeto de regularização fundiária.

Neste domingo (24), os irmãos Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), e Chiquinho Brazão, deputado federal, foram presos por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) como suspeitos de serem os mandantes do crime.

A principal hipótese de motivação para o crime seria, segundo a PF, uma indisposição dos irmãos, políticos de longa trajetória no Rio de Janeiro, com políticos do PSOL, em especial com Marielle.

Antes do crime, o partido havia se posicionado, por exemplo, contra a indicação do então deputado estadual Domingos Brazão ao TCE.

O estopim para que a decisão de assassinar Marielle fosse tomada, no entanto, pode ter sido uma disputa política em torno de um projeto de Chiquinho Brazão, em 2017, quando ainda era vereador e, portanto, colega da vítima na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

De acordo com o relatório da PF, Chiquinho teria ficado insatisfeito com a votação contrária de Marielle e do PSOL a um projeto de Brazão que envolvia a regularização de terras, o que, segundo a PF, beneficiaria áreas de milícia.

O relatório da PF ressalta que invasão e “grilagem” de terras são atividades intrínsecas “à atuação das milícias em geral”. O inquérito também aponta que áreas de milícia, como Rio das Pedras e outras comunidades da zona oeste da cidade, seriam redutos eleitorais da família Brazão.

O documento ressalta que a atuação de Chiquinho Brazão na Câmara Municipal seria pautada por “legislações questionáveis acerca de questões fundiárias e favorecimento a ocupações irregulares”.

De olho no Cariri

Com Agência Brasil

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A Paraíba definiu neste domingo (4) os dois nomes que irão representar o estado no Senado Federal. O ex-governador João Azevêdo (PSB) e o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) foram eleitos para as duas vagas em disputa.

Às 19h, João Azevêdo somava 32,7% dos votos, o equivalente a 1.203.064 votos. Com o resultado, ele chega ao Senado pela primeira vez e supera a votação obtida por Cássio Cunha Lima em 2010, quando o então candidato eleito recebeu 1.004.183 votos.

Veneziano Vital do Rêgo foi reeleito para o Senado. Às 19h28, com 97,59% das urnas apuradas, ele registrava 22,67% dos votos, o equivalente a 946.109 votos.

Esta será a segunda vez que Veneziano ocupará uma cadeira no Senado Federal pela Paraíba.

De Olho no Cariri