Em plena pandemia e contrariando o próprio decreto, prefeita paraibana convoca população para carreata e promove queima de fogos na cidade

A prefeita de Uiraúna, Maria Sulene Dantas Sarmento, conhecida como Leninha Romão (PP), se empolgou tanto ao saber que receberia R$ 5 milhões para a construção de um hospital na cidade, que acabou esquecendo da pandemia e do próprio decreto. A prefeita resolveu comemorar e acabou promovendo aglomeração e queima de fogos.

Em um áudio enviado pela prefeita a parlamentares do município e amigos, ela fala emocionada sobre a conquista de R$ 8 milhões em emenda parlamentar do deputado federal Wellington Roberto (PL), dos quais R$ 5 milhões serão destinados à construção de um hospital municipal. ”Vamos fazer uma queima de fogos, quero que todos venham para a minha casa, que o povo de Uiraúna precisa saber disso”, afirma a prefeita.

A queima de fogos, porém, está proibida no município, conforme decreto assinado pela própria prefeita. Além disso, a comemoração proposta pela prefeita acabou resultando em uma carreata com carro de som e aglomerações nas ruas da cidade, em plena pandemia. A maior parte das pessoas que seguiam o carro de som estava em motocicletas, todos sem capacete.

O carro de som que ia à frente tocava músicas de campanha da prefeita, além de narrar os benefícios que a cidade poderá obter com a verba conquistada.

De acordo com a 28ª avaliação do Plano Novo Normal, publicada na última segunda-feira (28), o município de Uiraúna encontra-se com a bandeira vermelha, a mais restritiva. Até esta data, quando a Secretaria de Saúde divulgou o último boletim, o município tinha confirmado 711 casos de covid-19 e 26 óbitos desde o início da pandemia.

VEJA O VÍDEO:

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB