Duas cidades do Cariri são contempladas com dessalinizadores do Governo Federal

Cerca de 1,3 mil moradores da zona rural da Paraíba agora vão viver com mais qualidade de vida. Isso porque o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) instalou mais oito sistemas de dessalinização no estado, com capacidade total de produzir 40 mil litros de água potável por dia, o equivalente a 880 mil litros por mês. Serão beneficiadas as cidades de Alcantil, Algodão da Jandaíra, Amparo, Campina Grande, Casserengue, Damião e Desterro, esta última com sistemas em duas comunidades. O investimento federal foi de mais de R$ 2 milhões.

A ação faz parte dos programas ambientais do Projeto de Integração do Rio São Francisco, que visam implantar sistemas para atender comunidades localizadas próximas à transposição que são fortemente atingidas pela seca, o que causa problemas de escassez de alimentos e aumento de doenças e óbitos de pessoas e animais devido ao consumo de água contaminada ou pela falta de água.

“O acesso à água na região do semiárido brasileiro é uma prioridade do presidente Lula. Por meio do Programa Água Doce, nós conseguimos trazer uma nova esperança para comunidades onde a única água disponível é salobra e imprópria para consumo”, destaca o secretário nacional de Segurança Hídrica do MIDR, Giuseppe Vieira. “Desde o início do ano, já implantamos 28 sistemas de abastecimento de água, sendo seis no Piauí, cinco no Rio Grande do Norte, quatro em Minas Gerais, 12 na Paraíba e um em Pernambuco”,  completa.

Em cada comunidade que receberá um sistema de dessalinização, foi celebrado um acordo de gestão compartilhada, conforme modelo desenvolvido pelo MIDR, por meio do Programa Água Doce, que valoriza a participação comunitária na manutenção e operação dos sistemas, incorporando cuidados técnicos, ambientais e sociais. Foram capacitados 32 operadores, sendo três para cada sistema.

Um desses operadores é Edmilson Trajano, 55 anos, de Campina Grande. Ele conta que o programa vai mudar a vida dos moradores da comunidade. “Esse programa foi a coisa mais importante das nossas vidas, pois a gente não tinha água tratada como agora. Na época de seca, a gente bebia água de açude. Era um sofrimento muito grande, mas agora temos essa riqueza. Vai melhorar a vida de toda a comunidade e diminuir o número de doenças”, comemorou.

Programa Água Doce

O Governo Federal mantém várias ações para levar água às regiões que sofrem com a seca ou estiagem. Uma delas é o Programa Água Doce, que busca aumentar a segurança hídrica do semiárido brasileiro por meio do aproveitamento sustentável de águas subterrâneas.

Para isso, o MDR impulsiona a entrega de poços artesianos, cisternas, sistemas simplificados de abastecimento de água e unidades de dessalinização em comunidades rurais do Nordeste e do semiárido mineiro, onde 70% dos poços têm altos índices de salinidade. Em todo o semiárido brasileiro, há 951 dessalinizadores em operação e 42 em construção.

De Olho no Cariri

Mais PB/ Foto: Secom-PB

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB