Criança caririzeira socorrida com lesões e desnutrição vai passar por cirurgia plástica

O menino de 11 anos, vítima de maus tratos na cidade de Boqueirão, deve passar por cirurgias plásticas após tratamento dos ferimentos no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. Até esta sexta-feira (12), a criança seguia internada em estado considerado estável, mas com um quadro de anemia profunda e desnutrição.

A criança de 7 anos deu entrada no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, em estado de desnutrição e com ferimentos na quarta-feira (10), à noite. De acordo com a Polícia Civil, a criança estaria sofrendo maus-tratos praticados pela mãe, em Boqueirão, Cariri da Paraíba. O padrasto da criança também está sendo investigado

Segundo o delegado Iasley Almeida, responsável pelo caso, o Conselho Tutelar informou ter recebido denúncias de que havia uma criança em estado de desnutrição e com ferimentos, devido a maus-tratos praticados pela própria mãe, como queimaduras com vela e acorrentada pelos pés. Os maus tratos foram descobertos por professores da escola em que ele escuta.

Segundo informações repassadas pelo Trauma de Campina Grande, o menino tem um ferimento tão grave na cabeça que vai precisar passar por uma cirurgia plástica para reconstituir o tecido lesionado. O diretor-técnico do hospital Gilney Porto, explicou que é preciso primeiro esperar a cicatrização dos ferimentos.

“A criança está estável. Após a melhora da cicatrização, vamos fazer a reconstrução no couro cabeludo, uma cirurgia plástica. A gente estava preocupado com o abdômen, mas apresentou uma melhora”, explicou. O fato de ter passado por desnutrição profunda não deve afetar o desenvolvimento da criança, ainda de acordo com o médico.

Suspeitos ouvidos
A mãe e o padrasto da criança foram ouvidos pelo delegado Iasley Almeida, responsável pelo caso, e após depoimento, foram liberados. De acordo com o delegado, não havia situação de flagrante e por isso os suspeitos foram liberados. A polícia segue colhendo provas materiais e testemunhais sobre o caso.

O Conselho Tutelar informou à polícia ter recebido denúncias de que havia uma criança em estado de desnutrição e com ferimentos, devido a maus-tratos praticados pela própria mãe, como queimaduras com vela e acorrentada pelos pés. O problema foi percebido por professores e pela diretora da escola onde a criança estuda, depois que o menino chegou muito magro e sem forças para se manter em pé.

Iasley Almeida explicou que os indícios apontam que a mãe do menino estava tentando matá-lo mediante tortura. “A criança que veio morar com a mãe nos últimos dois meses estava sendo acorrentada pelos pés, sofrendo queimaduras, agredida com fios. Mostrando que estava sendo torturada psicologicamente. Não sendo alimentada. Tudo isso nos mostra que a mãe tinha a intenção de matar a criança mediante tortura”, contou Iasley Almeida.

Escola identificou problema
Leila Macedo, professora do menino, relatou que ele chegou extremamente magro, tremendo muito e com muita fome. “Ele estava com um ferimento na cabeça, um ferimento bem grande”, comentou. A diretora da escola contou que imediatamente mandou prepararem um lanche para o menino.

A assistente social da escola, Débora Miranda, chegou a abordar a mãe do menino sobre o estado dele e ela contou que a criança havia sofrido uma queda, por isso apresentava o ferimento. “A gente visualizou que era necessário encaminhar para o órgão competente avaliar o que está acontecendo”, contou a assistente.

Após comer na escola, o menino foi socorrido para o hospital de Boqueirão, onde passou pelos primeiros atendimentos antes de ser encaminhado para o Hospital de Trauma de Campina Grande. O diagnóstico foi de anemia e lesões na cabeça e nos testículos, além de queimaduras espalhadas pelo corpo.

O pai da criança morreu e ele morava com a avó. Há dois meses morava em um casa de Boqueirão com a mãe, o padrasto e um meio-irmão.

De Olho no Cariri

Com Portal Correio

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

A campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou nesta terça-feira (13) o registro do endereço eletrônico do canal de WhatsApp conhecido como “Exército do Lula” no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A anotação foi formalizada pelo Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários (NGDAP) da Secretaria Judiciária da Corte, após uma série de impasses e embates jurídicos envolvendo ordens de ministros do tribunal.

Após registrar o endereço do canal “Exército do Lula” no TSE, a defesa do presidente afirmou à Corte que a medida foi tomada apenas para cumprir uma determinação de Nunes Marques e que não significa assumir a administração do canal nem reconhecer que ele já integrasse a propaganda eleitoral da candidatura.

Segundo a defesa, o canal foi criado e é administrado pelo deputado André Janones e “não está sob a supervisão direta da campanha”.

Coordenado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG), o canal tem mais de 4 milhões de inscritos. O objetivo é compartilhar áudios, vídeos e orientações para apoiadores do presidente Lula.

O canal de mensagens gerou embates no cenário político do segundo turno e virou alvo de disputas judiciais entre as campanhas.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL), adversário na corrida presidencial, havia questionado o uso da ferramenta, alegando a propagação de conteúdos de desinformação.

A disputa judicial se intensificou após decisões divergentes na cúpula da Justiça Eleitoral, resultando em uma determinação do presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, que exigiu a regularização formal da ferramenta e ordenou a suspensão das atividades até que o canal estivesse devidamente registrado.

Com o cumprimento da exigência e a anotação oficial do endereço eletrônico no sistema da Justiça Eleitoral, a campanha de Lula passa a assumir formalmente a responsabilidade pelas postagens e fluxos de comunicação veiculados na plataforma de mensagens.

Com Portal G1