Cidade de Boa Vista encontra alternativas para manter viva a tradição junina

Em Boa Vista, a administração municipal encontrou alternativas de reviver a tradição do período junino em meio às restrições e seguindo todos os cuidados e protocolos em decorrência da pandemia do novo coronavírus. O São João não passou em branco para os idosos, crianças assistidas pelo CRAS e alunos da rede municipal.

Com mais de 15 meses com todas as restrições, decretos e seguindo todos os protocolos recomendados em todo o mundo, a população tem procurado alternativas para manter vivas tradições, a cultura e algumas atividades. No município de Boa Vista, região metropolitana de Campina Grande, a prefeitura tem encontrado formas de dar continuidade às ações e projetos paralisados devido os impedimentos impostos pela pandemia.

O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) realizou o “Delivery Junino”, levando músicas, dança e comidas típicas nas casas dos grupos referenciados pelo serviço, como idosos e crianças. Foi idealizado um “arraiá particulá” com direito à muita animação na frente de cada residência, tomando-se todos os cuidados necessários.

A equipe multifuncional do CRAS, devidamente caracterizados, percorreu as ruas do município e na frente da residência dos participantes dos grupos atendidos, levavam a dança, o carinho e viva a tradição deste período festivo. Para Marlene Arruda, integrante do grupo da terceira idade, “esse momento foi lindo e nos ajuda a manter viva nossa história, além de dar aquela força pra gente requebrar e brincar um pouco nesse momento de tanto medo”.


As crianças da Creche Mãe Janoca participaram do “Drive thru Junino”, e em carros, motos ou a pé passavam em uma estrutura montada na frente do educandário e dançavam com muita animação ao lado das professoras, que estão tendo apenas o contato virtual devido às aulas remotas. Todas as crianças participantes ganharam uma camisa da creche para dar ainda mais vida e cor ao momento, além de uma sacola com diversas guloseimas, comidas típicas e as inesquecíveis “bombinhas traque”.

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB