Anvisa aprova autorização temporária de uso emergencial de vacinas para Covid-19

Na prática, a medida abre caminho para que empresas possam fazer esse pedido de emergência. “A autorização de uso emergencial é um mecanismo que pode facilitar a disponibilização e o uso das vacinas contra Covid-19, ainda que não tenham sido avaliadas sob o crivo do registro, desde que cumpram com os requisitos mínimos de segurança, qualidade e eficácia”, disse Alessandra Bastos Soares, diretora da Anvisa.

A agência ainda não recebeu nenhum pedido de uso emergencial e nem pedido de registro de vacinas. Ela também reforçou que esse pedido deve ser feito pela empresa.

“Qualquer autorização concedida pela Anvisa, qualquer anuência, só será feita diante de um pleito. A vacina só terá autorização de uso emergencial e experimental se houver o pleito realizado por alguma empresa”, disse Soares.

A Anvisa ressalta que poderá modificar, suspender ou cancelar a autorização temporária a qualquer momento, com base em elementos técnicos e científicos.

Quatro vacinas estão em testes de fase 3 no Brasil: a da Pfizer, a de Oxford, a da Johnson e a da Sinovac.

Com G1 

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O carteiros paralisaram suas atividades da manhã de hoje na Paraíba em protesto contra atos de violência durante entregas de mala direta. O Secretário-Geral do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (SINTECT-PB), Tony Sérgio Rodrigues Cavalcante, relatou que os trabalhadores estão sofrendo na ruas durante a realização do serviço.

“Pessoas mal-intencionadas estão atacando os trabalhadores, filmando os trabalhadores para lacrar na internet como se os trabalhadores estivessem cometendo crime eleitoral. Estamos parando para chamar atenção da sociedade para o fato que aconteceu em João Pessoa, Campina Grande e São Bento”, explicou Cavalcante Cavalcante.

O Sindicato que representa os carteiros tem recebido denúncias graves de trabalhadores que, durante a entrega de correspondências e materiais de mala direta relacionados ao período eleitoral, estão sendo abordados de maneira hostil, ameaçados e, em situações extremas, agredidos fisicamente simplesmente por realizarem a distribuição de material de ordem legal de distribuição pelos Correios.

Carteiros não são responsáveis pelo conteúdo da correspondência

O sindicalista lembra que o carteiro não é responsável pelo conteúdo político da correspondência que entrega, não escolhe o remetente, não define qual candidato ou partido terá seu material distribuído e não está fazendo campanha eleitoral.

Além disso, a distribuição de Mala Direta é um serviço comercializado regularmente pelos Correios. Partidos políticos, candidatos e entidades de qualquer espectro ideológico podem contratar a estatal e os próprios Correios apresentam a Mala Direta como uma das soluções oficiais nas Eleições 2026 para divulgação de propostas.