Croácia e Inglaterra disputam segunda vaga para final da Copa nesta quarta-feira

Foto: Reuters

A Copa do Mundo chega em sua reta final e o mundo conhecerá hoje (11) o adversário da França na final do mundial de futebol. Inglaterra e Croácia se enfrentam em Moscou, no Estádio Luzhniki, às 15h. Será uma semifinal entre dois países que há muito não chegam a esta fase: a Croácia em 1998 e a Inglaterra duas copas antes, em 1990.

A Inglaterra, campeã mundial em 1966, chega à semifinal após vencer a Colômbia nos pênaltis nas oitavas de final e derrotar a Suécia, sem sustos, nas quartas de final. O time inglês vem mostrando consistência e equilíbrio entre defesa, meio de campo e ataque. Além disso, tem o artilheiro da Copa até agora, Harry Kane, com seis gols.

“É a melhor oportunidade que a Inglaterra já teve e provavelmente poderia ter. Nós mostramos caráter, mostramos crença e acho que é isso que vai nos levar além do limite neste jogo. Eu tenho que sonhar. Eu tenho que sonhar grande”, disse o zagueiro Walker.

“Voltando para casa”

A torcida inglesa, empolgada, já canta Football is coming home (O futebol está voltando para casa, em tradução livre), canção criada em alusão ao título mundial de futebol voltar para o país que inventou o esporte. A última vez que o país chegou a uma semifinal foi em 1990, na Copa da Itália. Na ocasião, perdeu a vaga na final para a Alemanha.

A Inglaterra enfrentará um time croata cansado após disputar duas prorrogações. Só definiu sua classificação às quartas, contra a Dinamarca, e às semifinais, contra a Rússia, nas penalidades. O esforço físico dos croatas nos dois jogos pode aparecer na partida de hoje. O lateral Vrsaljko, por exemplo, foi substituído com dores no joelho durante a prorrogação contra a Rússia e sua presença contra a Inglaterra ainda não é garantida.

Time sem pressão

Contra dinamarqueses e russos, os croatas eram favoritos, pelo qualidade do time, sobretudo no meio campo. Desta vez, a história será diferente e a pressão passará para o outro lado. O técnico croata Zlatko Dalic afirmou que seu time entrará sem pressão.

“Sabemos que estamos jogando contra um time muito bom. Esperamos um outro estilo de futebol amanhã, talvez mais apropriado para nós. Mas não há pressão. Jogaremos relaxados, viemos para desfrutar do futebol”, disse, na coletiva de imprensa.

E se Walker fala em sonhar grande, Dalic também sonha. O treinador já projetou um cenário com a Croácia campeã mundial. “Não posso imaginar o que poderia acontecer se a Croácia fosse campeã mundial. Provavelmente ninguém trabalharia por dias”, disse.

Para ele, a Croácia é merecedora de voltar a uma semifinal de Copa do Mundo. A primeira – e última – vez que chegou a essa fase foi em 1998, na Copa da França. “Depois de 20 anos, estamos de volta ao nosso lugar. Estou certo de que merecemos”.

Com Agência Brasil

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB