Seca no Cariri paraibano acende alerta vermelho e entidades pedem socorro ao governo pra superar crises

Um ano com chuvas muito abaixo do normal nos municípios do Cariri Oriental paraibano vem fazendo com que as entidades do Fórum Territorial se mobilizem junto as instâncias governamentais na busca de ações emergenciais objetivando evitar prejuízos na economia e os arranjos produtivos em andamento.

Propostas temáticas foram colocadas em discussão com o secretário da Agricultura Familiar do governo do estado, Bivar Duda, e com a deputada estadual Cida Ramos, no encontro territorial que aconteceu no último dia 14, com participação ampla de representações municipais daquela região caririzeira.

“Como vocês bem sabem o Banco do Nordeste hoje, além do seu papel de agente financiador da agricultura familiar e de todas as demandas do setor produtivo regional, tem contribuído fortemente, deputada Cida Ramos, secretário Bivar, Jonas Duarte e todos os demais companheiros presentes, na organização das cadeias produtivas da região nordeste, principalmente aqui no Estado da Paraíba, já deve ser do conhecimento de vocês que o banco tem apoiado, através do Prodeter que é o nosso Programa de Desenvolvimento Territorial, aqui no Estado da Paraíba, diversas cadeias produtivas, e trazendo aqui para o nosso Cariri Oriental paraibano, a cadeia produtiva que vem sendo trabalhada pelo Banco do Nordeste é exatamente a bovinocultura de leite que é uma atividade muito importante que agrega uma quantidade muito grande de produtores e agricultores, é uma atividade geradora de renda, de trabalho no campo e tem impacto muito forte no PIB do Cariri Oriental e nós estamos na incumbência de fazer esse trabalho de articulação dentro dessa cadeia produtiva que está atrelada ao território do cariri aonde nós temos nossa governança que se dar através do grupo gestor territorial dentro do Fórum de Desenvolvimento Territorial, então nós estamos aqui acompanhando, apoiando, articulando e queremos dizer que nós temos carências muito grandes dentro dessa cadeia produtiva e uma delas a questão do suporte forrageiro já tão bem colado aqui como proposta que vai ser apresentado à secretaria de estado, temos também a necessidade de fazermos um trabalho no sentido da disseminação da inseminação artificial com objetivo de melhoria da qualidade genética do nosso rebanho no território”, argumenta o agente de Desenvolvimento BNB, José Vicente de Melo, citando uma das cadeias mais importantes daquela região.

Após ouvir as reivindicações dos componentes territoriais, o secretário da Pasta, Bivar Duda, e a deputada Cida Ramos falaram sobre o conteúdo compartilhado e trabalharam propostas para que o documento seja emergencialmente encaminhado ao governo para que ações prioritárias sejam trabalhadas além da realização de uma Audiência Pública que possa ser imediatamente promovida pela Assembleia Legislativa vislumbrando a elaboração e execução de políticas públicas de governo para o processo de superação desses entraves.

De Olho no Cariri

Com  Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB