Paraíba tem aumento nos casos prováveis de arboviroses com mais de sete mil pessoas com dengue, chigungunya e zika

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) publicou, nesta quinta-feira (1), o Boletim Epidemiológico das Arboviroses nº 6 (BE), referente à 25ª Semana Epidemiológica (SE) – até 26 de junho. No BE nº 6 foram registrados 4.618 casos prováveis de dengue, 2.692 de chikungunya e ainda 366 de  zika. Em comparação com a anterior, a publicação atual indica um acréscimo de 2.001 casos prováveis de dengue. Os dados são igualmente alarmantes para os casos prováveis de chikungunya, que somam 1.012 a mais,  já a zika apresentou um total de 196 casos prováveis a mais, em relação ao BE nº 5.

Dados desse levantamento revelam sete óbitos suspeitos por arbovirose, distribuídos nos municípios de Conde, João Pessoa, Sapé e Patos. Desses casos, quatro foram descartados, dois confirmados e um segue em investigação. O Boletim indica que o número de casos pode ser ainda maior e que os dados podem sofrer alterações devido à alimentação tardia dos sistemas.

A técnica da SES responsável pelas arboviroses, Carla Jaciara, explica que o número de casos prováveis pode ser superior. “Gostaríamos de destacar que muitos casos suspeitos de dengue podem estar camuflados com a semelhança clínica da covid-19, e como consequência disto não estão sendo notificados de forma oportuna. Pensando em uma infecção simultânea de dengue e covid-19, reforçamos as recomendações para obtermos um diagnóstico diferencial”, afirma.

Carla Jaciara explica que, com relação ao mesmo período de 2020, observa-se um aumento de variação discreta para os casos prováveis de dengue. “Já para os casos prováveis de chikungunya, é notado um importante acréscimo de 415%, também comparados ao mesmo período do ano anterior. Para os casos prováveis de zika, houve um aumento considerável de 161%.”

Os municípios mais afetados e que registraram mais de 300 casos suspeitos e confirmados de arboviroses em 2021 foram Alagoa Nova, Algodão de Jandaíra, Baraúna, Brejo dos Santos, Cachoeira dos Índios, Caraúbas, Cuité, Dona Inês, Itapororoca, Mamanguape, Massaranduba, Montadas, Mogeiro, Patos, Pedra Lavrada, Queimadas, Remígio e Riachão do Bacamarte.

Apesar do cenário atual do Covid-19, as Atividades de Controle das Arboviroses seguem ativas, e as Secretarias Municipais de Saúde continuam sendo orientadas a intensificar as ações de modo integrado; sensibilizando a população quanto ao autocuidado para eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti.

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB