PREPAREM OS CASACOS: Inverno inicia hoje e temperaturas podem chegar a 12º na região do Cariri, revela AESA

A estação mais fria ano teve início nesta segunda-feira (21) no Hemisfério Sul, oficialmente às 0h32 minutos. Na Paraíba, os termômetros podem chegar aos 12ºC durante a madrugada em cidades localizadas na região do Cariri, segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa).

A redução da temperatura no estado deve ocorrer de forma gradativa, nos próximos dois meses, de acordo com a meteorologista da Aesa, Marle Bandeira. “Climatologicamente, agosto é o mês mais frio do ano em nosso estado. No Brejo e Agreste costumam ser registrados 16ºC. No Litoral, durante a noite, podemos ter temperaturas de 21ºC. Já no Sertão e Alto Sertão, a mínima pode chegar aos 20ºC”, elencou.

A nova estação, que se estenderá até o dia 22 de setembro, tem ainda outra peculiaridade: a amplitude térmica. Em cidades como Monteiro, os termômetros podem passar dos 30ºC no início da tarde ficar abaixo dos 15ºC à noite. O inverno traz ainda um aumento gradual da força dos ventos, que costuma ter seu auge no mês de agosto, com registros mais intensos na região do Litoral.

No caso das chuvas, a previsão é de que os índices pluviométricos fiquem dentro da média histórica. Os meses de abril, maio, junho e julho são os mais chuvosos no Litoral, Brejo e Agreste. “Já no caso do Cariri, Sertão e Alto Sertão, o período chuvoso foi encerrado em meados de maio”, diz Marle.

De Olho no Cariri

Mais PB/ Foto: Edvaldo José

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB