Vereador paraibano reclama da falta de bebedouros e presidente da Câmara rebate: “enfie sua língua naquele canto”

Os ânimos na 35ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Santa Rita, desta quinta-feira (17), foram acirrados. O motivo é que o vereador Aderaldo Bento, mais conhecido por Kinho de Lerolândia (Avante), reclamou da falta de bebedouros e o presidente da Casa Prefeito Antônio Teixeira (PP), Cícero Medeiros rebateu e mandou vereador “enfiar a língua naquele canto”.

Kinho de Lerolândia fez críticas por falta de bebedouros na Casa. Com isso, o presidente da Câmara chegou a dizer que o “vereador Kinho tem a língua muito grande” e mandou que procurasse “fazer as coisas no seu bairro que é tudo cheio de lama”.

O vereador, que estava na sessão de forma remota, ainda tentou argumentar com Cícero Medeiros, mas foi interrompido. Kinho de Lerolândia, que é o atual vice-presidente da Casa, reclamava da falta de bebedouros. “Não lhe dei a palavra. Corta o microfone dele”, determinou.

No entanto, a confusão continuou. Cícero Medeiros decidiu dizer o que tem feito desde o início do ano. “Você está com três meses de projetos atrasados e vem aqui meter a sua língua. Faz cinco meses que estou como presidente, salário em dia, uma parte do décimo terceiro, vou pagar essa semana, tem dois bebedor de água comprado para chegar hoje”, frisou.

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB