Ministério Público notifica prefeito de Serra Branca sobre descaso no Cemitério Municipal e cobra providências em 10 dias

O Ministério Público da Paraíba abriu uma investigação para apurar o descaso ocorrido no Cemitério Municipal da cidade de Serra Branca, que por falta de manutenção e ações do poder público estava coberto de mato, não tem mais onde enterrar seus mortos e as valas estão sendo abertas nas avenidas.

O descaso no cemitério de Serra Branca chocou a todos e ganhou repercussão estadual desde a última sexta-feira (11). Após tomar conhecimento do caso o Ministério Público da Paraíba, através do Promotor de Justiça, José Bezerra Diniz abriu a Notícia de Fato Nº 054.2021.000327 para apurar o que denominou um descaso.

Na ação o promotor lembrou que a Constituição Federal reza que o controle e administração de cemitérios públicos em municípios de pequeno porte é de inteira responsabilidade do poder público constituído.

O Ministério Público mandou notificar imediatamente a Prefeitura Municipal de Serra Branca, o Prefeito Vicente Fialho (Souzinha), além do secretário responsável pela pasta. Determinou ainda que dentro do prazo improrrogável de dez dias a gestão possa realizar a limpeza total do cemitério de Serra Branca, bem como resolver a situação ou apresentar uma solução a ser definida e cumprida mediante um termo de ajustamento de conduta.

“Notifique-se a Prefeitura de Serra Branca, por seu Prefeito Constitucional, bem como o secretário de serviços urbanos (ambos assinalados na matéria jornalística) a fim de que, dentro do prazo improrrogável de dez dias, possam realizar a limpeza do cemitério de Serra Branca, bem como providenciar espaço contíguo àquele ambiente como forma de ampliá-lo ou, doutra maneira, construir espaços verticais destinados ao armazenamento dos restos mortais ou, ainda, local diverso destinado a edificação de novo cemitério público, remetendo-nos, ao final, quais foram as providências adotadas. No mesmo prazo e, diante da impossibilidade de se atender a partes dessa notificação, possam, o ente, comunicar-nos quanto à possibilidade de composição mediante termo de ajustamento de conduta e, mesmo acordo de não persecução cível por afronta aos princípios constitucionais da legalidade e eficiência, na forma do artigo 11 da Lei nº 8429/92 c/c Lei nº 13.964/19”, diz trecho da decisão do promotor.

DE OLHO NO CARIRI CONSTATA: Cemitério de Serra Branca não tem mais onde enterrar seus mortos e valas estão sendo abertas nas avenidas

O promotor ainda oficiou a Câmara Municipal de Serra Branca para que delibere sobre o fato, ainda acerca de uma criação de legislação municipal sobre o uso, controle, tarifas, manutenção e ampliação dos espaços destinados a cemitérios públicos e que o legislativo cumpra seu dever de fiscalização ao poder executivo municipal, sob pena de responsabilidade funcional.

A decisão do Ministério Público chega após a cidade de Serra Branca ganhar repercussão negativa em todo estado da Paraíba. Mesmo após toda a repercussão a Câmara Municipal da cidade pouco se posicionou (com exceção de algumas poucas declarações) sobre o descaso com o cemitério, mas agora será forçada a cumprir seu papel por determinação do Ministério Público.

Encerrando a ação, o Promotor José Bezerra Diniz determinou que a abertura da ação fosse comunicada a imprensa.

De Olho no Cariri

Com Paraíba Mix

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB