“Já estamos numa terceira onda”, diz secretário de Saúde da Paraíba sobre pandemia no estado

O secretário de Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, afirmou, em entrevista nesta sexta-feira (11), que acredita que a terceira onda da pandemia de covid-19 já chegou, e que nós estamos nela. ”Acho que nós já estamos na terceira onda há alguma semanas, isso é notório”, disse.

”O problema é que, no Brasil, a curva não se comportou como no resto do mundo”, completou. Geraldo Medeiros explicou que, em outros países, houve uma queda acentuada dos casos e depois um crescimento, formando realmente uma onda na curva de contaminação. No Brasil, porém, essa queda acentuada nunca existiu.

”Nós ficamos praticamente num platô”, comentou. Ou seja, o número de casos sempre esteve alto, em alguns momentos mais e outros menos, mas não houve uma curva muito expressiva.

Apesar disso, o secretário pontuou que, com a vacinação total dos idosos, este grupo já tem adoecido menos e se internado menos. Além disso, as medidas restritivas impostas no estado, com a restrição da circulação nos fins de semana, têm mostrado resultado e a ocupação de leitos hospitalares já teve uma pequena queda.

De acordo com o boletim diário divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde nessa quinta-feira (10), a ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico) em todo o estado era de 76%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 73%. Em Campina Grande estão ocupados 78% dos leitos de UTI adulto e no sertão 93% dos leitos de UTI para adultos. De acordo com o Centro estadual de regulação hospitalar, ao todo, 977 pacientes estavam internados nas unidades de referência.

De Olho no Cariri

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB