Governo da Paraíba lança RG digital, cria delegacias e batalhões e anuncia avião com UTI móvel

O Governo do Estado anunciou, nesta quinta-feira (10), a implantação do RG digital e uma aeronave que será utilizada como UTI móvel para transferência de pacientes na Paraíba. As ações na área de segurança preveem ainda a criação de um batalhão e implantação de áreas de segurança.

O novo RG será 100% biométrico e unificará 11 documentos em apenas um, a exemplo de CNH, carteira de trabalho, CPF, nis, pasep, pis, tipo sanguíneo. “Todos sabemos a facilidade que será ter no celular todos os documentos. Isso é uma tendência, é irreversível”, avaliou o governador João Azevêdo.

A UTI aérea será operada pelo Corpo de Bombeiros e fará a transferência de pacientes em todo o país, de acordo com a regulação feita pela Secretaria de Saúde. “O atendimento aeromédico fará com que o cidadão, que estará por exemplo, em Cajazeiras, e precisa ser transferido para João Pessoa tenha acesso a uma UTI móvel, de forma gratuita”, explicou o governador.

O governo ainda anunciou a criação do criação do Batalhão de apoio turístico, além da ampliação física e tecnológica do CIOP. João Azevêdo assinou durante solenidade a criação da 4ª região de segurança pública, com sede em Guarabira, que atenderá a 56 municípios. Foram criadas ainda Área Integrada de Segurança Pública em Juazeirinho e Sapé.

A Paraíba também passará a contar com uma delegacia especializada em crimes cibernéticos, que terá sede em João Pessoa. Nela, serão investigados casos de pedofilia, golpes e crimes contra a honra, por exemplo. Conforme dados da Secretaria e Segurança o número de golpes aplicados pela internet cresceu 86% durante a pandemia. Já a delegacia de crimes contra a ordem tributária foi ampliada, passando a atender todo o estado.

Mais PB

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB