Moradores da zona rural de Taperoá denunciam falta de médicos e abandono na saúde pela atual gestão municipal

Moradores do município de Taperoá, Cariri da Paraíba, vem reclamando da falta de assistência na saúde e de profissionais médicos em algumas comunidades rurais do município. Segundo eles, algumas âncoras já estão há cerca de um mês sem a presença de médicos nas comunidades da Quixaba, Large Vermelha, Maria Alice e Salgado.

Na comunidade rural da Quixaba, moradores relataram a reportagem do portal De Olho no Cariri, que a unidade do PSF está sem médico há mais de 3 semanas. Segundo um morador, que preferiu não ser identificado por medo de perseguições, há pacientes de idade avançada que estão se deslocando da comunidade para a sede apenas para pegar uma receita de medicamentos controlados.

A comunidade fica distante 05 quilômetros da cidade e os moradores que precisam de atendimento estão sendo obrigados a se deslocarem até o hospital distrital, muitas das vezes tendo contato com pacientes contaminados pela Covid-19. “Queremos uma posição do Governo Municipal e uma assistência maior à população que reside na zona rural”, afirmou o morador.

Nas redes sociais, é grande a reclamação de vários taperoaenses com a assistência em outros sítios também. A equipe de reportagem do portal De Olho no Cariri entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Taperoá, que ficou de esclarecer a situação. Eles apenas se limitaram a dizer que o médico estava doente.

A Prefeitura de Taperoá é comandada desde o início de 2021 pelo prefeito George Farias (PSDB), que assumiu o Poder Executivo após longo período em que seu grupo esteve afastado do poder em Taperoá. A proposta era de “mudança” na gestão do município.

De Olho no Cariri

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB