Sem interesse do vice e do presidente da Câmara, vereador José Viana é eleito novo prefeito de Junco do Seridó

O município de Junco do Seridó vivencia um momento de instabilidade política e administrativa após a decisão da Câmara de Vereadores que cassou o mandato do prefeito Kléber Medeiros. A cassação obrigou o vice-prefeito Rawlisson Meneses a renunciar o cargo e o presidente da Câmara, Evaristo Junior, também sem interesse de assumir a Prefeitura, realizou uma eleição indireta que escolheu o vereador José Viana para comandar a Prefeitura de Junco do Seridó pelos próximos seus meses.

O imbróglio começou quando a Câmara de Vereadores, reunida em sessão na noite de quinta-feira (9), cassou o mandato do prefeito, Kleber Medeiros, por 6 votos a 3. Kleber foi denunciado por supostamente ter cometido crime de responsabilidade e infração política administrativa. O prefeito, segundo a investigação, teria tentado cooptar o vereador, Fabinho, oferecendo-lhe R$ 10 mil para que este votasse a favor de um parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de uma prestação de contas do seu tio, o ex-prefeito, Branco Simões (2009 – 2016), segundo conversas via Whatsapp entre o parlamentar e o gestor.

Mesmo com parecer contrário a cassação, os vereadores votaram a favor da matéria e o prefeito foi cassado. A comunicação ao gestor de seu afastamento não veio de forma rápida. Isso porque o vice-prefeito Rawlisson Meneses não quis assumir a Prefeitura, por ser pré-candidato às eleições deste ano.

O presidente da Câmara, Evaristo Junior, pelo mesmo motivo também não quis assumir o comando da Prefeitura, o que provocou na manhã desta segunda-feira (13) uma eleição indireta, elegendo, por 7 votos favoráveis e duas abstenções, o vereador José Viana, do distrito de Bom Jesus, para assumir o cargo.

O prefeito Kleber Medeiros ainda não se manifestou frente à decisão do Legislativo, mas o vereador Zé Viana já foi empossado e deve está montando nova equipe de governo esta semana.

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De Olho no Cariri

 

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB