Bebê é encontrado morto dentro de caixa e mãe é suspeita de ter praticado infanticídio após ter parto dentro de banheiro na Paraíba

Um recém-nascido foi encontrado morto, nesta sexta-feira (05), em uma casa no bairro do Presidente Médici, em Campina Grande, na Paraíba. O bebê foi encontrado pela avó enrolado em um lençol, dentro de uma caixa.

A suspeita é de que a mãe do bebê tenha praticado infanticídio após ter o parto dentro de casa.

A Polícia Militar foi acionada pelo Samu, que foi chamado pela avó do recém-nascido, Adalgisa Oliveira, após encontrar o bebê e a filha apresentar sangramento.

A avó disse que suspeitou que a filha entrou em trabalho de parto após passar mais de uma hora no banheiro.

“Ela levantou de manhã, pegou uma toalha e falou que ia tomar banho. Eu perguntei se ela queria ir no hospital, mas ela disse que não. Então eu saí para limpar a calçada e quando voltei, falei para minha outra filha que achava que a irmã dela ia ter o parto hoje”, contou Adalgisa.

“Depois de um tempo ela se dirigiu ao quarto e disse que ia dormir. Eu perguntei a ela se queria que ela lavasse umas roupas e ela disse que podia lavar, exceto um lençol que estava lá”, continuou a avó.

Adalgisa disse que estranhou e ao pegar o lençol encontrou a caixa com o bebê. Ela afirmou que a criança respirava muito fraco. Foi quando ela acionou o Samu.

Ao chegar no local, o Samu apenas constatou o óbito do recém-nascido e notou que a mãe ainda não havia expulsado a placenta e apresentava sangramento. A mulher foi levada para a maternidade do Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea).

A Polícia Civil e a perícia também foram acionais. O delegado responsável  Cristiano Brito disse que vai investigar se houve crime.

A avó do bebê informou que a filha tentou esconder a gravidez no início, mas nunca chegou a falar sobre aborto. O caso será investigado.

Com Click PB

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB