Paraíba tem primeiro caso suspeito de coronavírus; paciente está internado no Hospital Clementino Fraga

A Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB) informa que foi notificado nesta terça-feira (25/02) o primeiro caso suspeito para o novo Coronavírus na Paraíba. Trata-se de um Homem de 59 anos, com histórico de viagem à Itália entre 14 e 23/02, chegando ao Brasil na segunda, 24/02, em vôo internacional com destino a Recife – PE. Ainda durante a viagem o homem, que reside em João Pessoa, apresentou sintomas como tosse, febre e coriza.

O homem buscou o atendimento médico por conta própria, acompanhado por familiares, foi realizado atendimento assistencial, coleta para exame e realizada notificação para o Ministério da Saúde para definição de caso. O Paciente segue internado no Hospital Clementino Fraga, uma das unidades de referência para atendimento de casos suspeitos de Coranavírus e sendo tratado para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), como determina o protocolo do Ministério da Saúde, enquanto aguarda confirmação ou descarte de caso. Outras informações sobre seu estado de saúde serão divulgados em breve.

Em paralelo ao acolhimento do paciente no Clementino Fraga, a SES-PB juntamente com a Vigilância municipal, já deu início às primeiras medidas de vigilância, conforme estabelecido previamente no Fluxo Estadual para Caso Suspeito.

Importante destacar que a Paraíba possui um plano estadual para notificação e assistência para o novo Coronavírus, elaborado desde o fim de Janeiro e amplamente divulgado entre profissionais de saúde da rede pública e privada de todo o estado. Além do Hospital Clementino Fraga, em João Pessoa, o Hospital Universitário Lauro Wanderley também é unidade de atendimento para casos suspeitos para o novo Coronavírus na Paraíba, sendo este último para pacientes da pediatria.

Secom PB

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB