Viaturas da PM têm pneus furados durante bloco de carnaval em João Pessoa

Pelo menos seis viaturas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros tiveram os pneus furados na noite desta quarta-feira (19), antes do desfile do bloco de carnaval Muriçocas do Miramar, em João Pessoa.

Ainda não foi confirmado quem danificou os veículos, mas a suspeita é que tenham sido policiais que participavam de uma paralisação. Um PM contou que cerca de vinte policiais encapuzados o abordaram e furaram os pneus.

A paralisação dos policiais foi encerrada ainda na quarta-feira por volta das 23h, de acordo com Steferson Nogueira, presidente da Associação de Defesa das Prerrogativas dos Delegados de Polícia da Paraiba (Adepdel), uma das representações do Fórum.

Cerca de 300 policiais não puderam trabalhar na segurança do bloco das “Muriçocas”, que teve como principal atração o cantor Alceu Valença. Conforme a assessoria da PM informou à TV Cabo Branco, mais de 500 policiais teriam participado do esquema de segurança, quando a previsão era de mais de 800.

Esse tipo de paralisação já foi considerado ilegal pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2017, em votação no plenário da Corte por 7 votos a 3, os ministros declararam inconstitucional o direito de greve de servidores públicos de órgãos de segurança e decidiram proibir qualquer forma de paralisação nas carreiras policiais.”

G1 PB

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O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou há pouco o rito que será adotado durante a sessão desta terça-feira (15), que vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10h.

Em seguida, a secretária da sessão fará a leitura da ata da sessão anterior da Corte, e Fachin vai realizar as saudações de praxe a todos os ministros.

O ministro chamará o processo para julgamento e passará a palavra ao ministro André Mendonça, que fará a leitura do relatório. O caso chegou a Fachin após Mendonça, relator do Caso Master, informar sobre possíveis conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro.

Depois, a palavra será dada à Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a manifestação da procuradoria, a votação será iniciada.

O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão.

O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli se declarou impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco.

Mais cedo, o STF confirmou que a sessão da Corte terá transmissão ao vivo pela TV Justiça e pela internet. 

Agência Brasil