PF encontra celular de deputado da PB escondido dentro de frigobar

O celular encontrado estava dentro de uma caixa de remédio de nome Saxenda (para perda de peso), no quarto de Wilson Santiago. A polícia suspeita que o telefone era utilizado para tratar de assuntos ilícitos. Ao todo, sete aparelhos foram apreendidos.

A Polícia Federal (PF) encontrou dentro de uma caixa de remédio que estava em um frigobar na casa do deputado federal Wilson Santiago (PTB-PB), em João Pessoa, um aparelho de celular, que foi apreendido durante cumprindo de um mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Pés de barro, realizada na semana passada. A PF desconfia que o aparelho tenha sido usado para tratar de assuntos ilícitos.

Na operação, a PF, que cumpriu vários mandados de buscas e apreensão, prendeu o prefeito de Uiraúna, João Bosco Nonato Fernandes. O gestor e o deputado Wilson Santiago foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) como suspeitos de desvios de recursos públicos.

Wilson nega as acusações e qualquer tipo de relação com os fatos investigados.

As investigações tiveram início com a colaboração premiada do empresário George Ramalho, proprietário da Coneco Construções, que atua na Paraíba. Ele teria dito que foi contratado para realizar a construção de uma adutora no sertão do Estado e que, para fazer a obra, teria feito um acordo de pagamento de propina ao deputado e ao prefeito de Uiraúna.

O valor total da obra foi de R$ 24,8 milhões, e o montante desviado, segundo o inquérito, de R$ 1,2 milhão.

Com PB Agora

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O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou há pouco o rito que será adotado durante a sessão desta terça-feira (15), que vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10h.

Em seguida, a secretária da sessão fará a leitura da ata da sessão anterior da Corte, e Fachin vai realizar as saudações de praxe a todos os ministros.

O ministro chamará o processo para julgamento e passará a palavra ao ministro André Mendonça, que fará a leitura do relatório. O caso chegou a Fachin após Mendonça, relator do Caso Master, informar sobre possíveis conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro.

Depois, a palavra será dada à Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a manifestação da procuradoria, a votação será iniciada.

O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão.

O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli se declarou impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco.

Mais cedo, o STF confirmou que a sessão da Corte terá transmissão ao vivo pela TV Justiça e pela internet. 

Agência Brasil