Homem é preso na PB por feminicídio e polícia descobre fábrica clandestina de água mineral em sua casa

Um homem foi preso pela Polícia Civil em São Bento, na manhã desta quarta-feira (11) suspeito de ter assassinado a ex-namorada com um tiro na cabeça. Ao chegar em sua residência a Polícia ainda descobriu uma fábrica clandestina de água mineral com botijões e lacres falsificados.

Segundo informações do delegado Sylvio Rabelo, da 18ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), as equipes da Policia Civil agiram rápido e prenderam o suspeito conhecido por Tarcísio do Leite, ex namorado da vítima.

“A vítima, Francivalda Lopes, ainda foi socorrida para o hospital local, mas não resistiu aos ferimentos e veio a falecer”, disse.

Ainda segundo o delegado, durante a operação da Polícia Civil foi descoberto no interior da casa do suspeito uma fábrica clandestina de água mineral, com falsificação de lacres , selos e outros objetos. “O mesmo de imediato foi autuado em flagrante por falsificar, corromper, adulterar produto destinado a consumo, inclusive fabricando e expondo à venda, além de outros crimes contra ordem econômica e tributária”, esclareceu.

“Além de crime contra a ordem tributária, recai sobre o suspeito um crime muito mais grave: o de feminicídio, tendo em vista que após o término do relacionamento andava inconformado e ameaçando a vítima Francivalda Lopes, chegando a cometer o crime”, concluiu.

Com Click PB

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB