Ricardo Coutinho e Edvaldo Rosas disputam voto a voto o comando do PSB na Paraíba

A disputa pelo comando do PSB na Paraíba já não está apenas no campo da verbalização entre os que cobram a substituição de Edvaldo Rosas pelo ex-governador Ricardo Coutinho e os que defendem a permanência do atual dirigente. Ricardo e Rosas contabilizam, nos bastidores, os apoios conquistados pela presidência da legenda.

Uma apuração do jornalista Heron Cid, publicada em seu blog, nesta sexta-feira (16), revela que o ex-governador Ricardo Coutinho tem maior musculatura entre os presidentes de diretórios municipais, enquanto Rosas larga em vantagem entre os prefeitos da legenda.

Na Assembleia, a disputa é acirrada: Buba Germano, Estela Bezerra e Cida Ramos já se declararam pela destituição de Rosas. Estela e Cida, aliás, deflagram a crise após a nomeação de Edvaldo Rosas para Secretaria Chefe do Governo. Historicamente ligadas ao ex-governador, elas pedem a saída de Edvaldo Rosas para Coutinho assumir.

Ainda na Casa de Epitácio Pessoa, o presidente Adriano Galdino e os deputados Ricardo Barbosa (líder do governo João Azevêdo) e Pollyanna Dutra são contra mudança, a favor da permanência de Edvaldo e cumprimento integral do mandato outorgado pelos filiados. Faltando ainda conhecer o posicionamento do deputado licenciado e secretário de Esportes, Hervázio Bezerra, e de Jeová Campos.

Na Câmara Municipal de João Pessoa, a vereadora Sandra Marrocos se posicionou claramente a favor de Ricardo, enquanto Tibério Limeira com Edvaldo Rosas. O vereador Léo Bezerra deve seguir o pai, Hervázio.

Na Câmara, Ricardo tem o voto do único federal do PSB, Gervásio Maia. Já no Senado, Veneziano Vital do Rêgo ainda não se posicionou.

O que diz o governador 

A voz mais importante do partido no momento, o governador João Azevêdo defendeu, na última segunda-feira (12), a permanência de Rosas. O gestor atribuiu a Rosas o crescimento do partido no estado nos últimos e citou o exemplo do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que presidia paralelamente a sigla nacional, como contraponto a argumentação da ala mais radical do partido. As deputadas Estela Bezerra e Cida Ramos sugeriram que o novo cargo de Rosas não seria compatível com a de presidente da legenda no estado.

“Não tem motivo nenhum para que Edvaldo deixe a condição de presidente. O fato de ser secretário e presidente não é incompatível. Até porque o governador Eduardo Campos, era presidente do partido e governador. Não tem nada a ver uma coisa com a outra”, argumentou Azevêdo.

O que diz o presidente do PSB nacional

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, também falou sobre a divisão do PSB na Paraíba. Ontem (15), Siqueira pediu entendimento entre as lideranças do partido na Paraíba. O dirigente nacional não vê incompatibilidade nas funções de Rosas. “Isso não é ilegal [o presidente estadual ser também secretário]. É uma decisão política, que cabe ao PSB da Paraíba adotar”, afirmou.

De Olho no Cariri

Informações Maurílio Júnior – MaisPB

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB