Deputados trocam empurrões e por pouco não se esbofeteiam na ALPB

Um bate-boca generalizado durante a sessão desta quarta-feira (27),  na Assembleia Legislativa, culminou em trocas de farpas entre os deputados Tovar Correia Lima e Ricardo Barbosa.

O embate iniciou após o deputado Hervazio Bezerra pedir, na tribuna da Casa, respeito ao governador Ricardo Coutinho e o cuidado com as Fake News, reportando-se ao fato do suposto ar-condicionado para o empresário Roberto Santiago, que se encontra preso na carceragem do 1º Batalhão de Polícia.

Hervazio Bezerra  falou, também, sobre a mãe do deputado Raniery Paulino, Fátima Paulino, vítima de Fake News, em campanha passada, no ano de 2017. Neste momento Raniery Paulino pediu a Hervazio Bezerra para respeitar sua genitora, e se tivesse algo que pudesse pesar contra sua mãe ou famiília,  que o assunto viesse à baila em plenário, por ter a certeza que nada poderia desabonar seus familiares e ações na vida pública.

Ao mesmo tempo, em diálogo paralelo,  Cida Ramos disse não entender a postura de Raniery Paulino, ao informar que críticas devem ser assimiladas de forma natural. Os parlamentares se estranharam, ficando o clima em Plenário pesado.  Buscando prudência, a deputada Pollyana Dutra, que presidia a sessão, encerrou os trabalhos, para não ser agravado o quadro.

No tumulto, Tovar Correia Lima buscou ligar o som do Plenário, pois a deputada Camila Toscano estava na mesa. Ricardo Barbosa foi até seu colega, numa tentativa de impedir a reativação do som, pois a sessão havia sido encerrada.

Os dois parlamentares bateram boca e teriam trocado empurrões e por pouco não houve agressão física diante dos ânimos exaltados.

Também no imbróglio Cabo Gilberto discutiu com Cida Ramos e bateu forte em uma das bancadas do plenário, casusando espanto entre parlamentares, funcionários da Assembleia e pessoas que estavam nas galerias da Casa. Após o impasse, a turma do “deixa disso” chegou e os ânimos se acalmaram.

Com PB Agora

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB