Após ter jurado fidelidade a Maranhão nas eleições 2018, PR muda e deixa filiados livres para aderirem ao Governo João Azevêdo

O Partido Republicano na Paraíba desembarcou da bancada governista, nas eleições de 2018, e mergulhou na campanha do senador José Maranhão (MDB) ao Governo do Estado, inclusive ocupando a vice na chapa majoritária da oposição. Mas, passada a derrota a legenda decidiu fazer o caminho de volta, seguindo o ditado bíblico de que ‘o bom filho a casa torna”.

Nesta sexta-feira (15), em entrevista à imprensa, o presidente estadual da legenda, Wellington Roberto deixou os filiados à vontade para se aliarem à gestão socialista. O conselho recai diretamente no deputado estadual Caio Roberto (PR), filho do dirigente, ao se referir a possibilidade de realinhamento do parlamentar com a situação na Paraíba.

“O deputado estadual Caio Roberto é quem pode tomar essa decisão. Ele já tem independência política própria. Desde o primeiro mandato tem feito ações dirigidas diretamente para os municípios e logicamente dirigidas por toda a Paraíba, então eu fico muito à vontade em dizer que como presidente do partido e como pai dele, que ele tem total liberdade de decidir. Se ele achar melhor votar assuntos que venham ser do interesse do Estado, ele se posicione na condição de votar, agora, se ele achar que não deve, vai depender exclusivamente dele”, ressaltou.

Roberto ressaltou que assim como deixa o filho à vontade, também estende essa liberdade aos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores com mandato pelo partido.

“Deixo não só Caio, como os demais filiados à vontade para tomarem as melhores decisões pensando não só no presente, mas sobretudo no futuro”, ressaltou.

Com PB Agora

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB