Prefeitura de Sumé lança projeto de incentivo à leitura e CD com o Hino do Município

No último domingo, 1° de abril, a Prefeitura de Sumé comemorou 67 anos de emancipação política.

Na programação constaram torneios de basquete e futebol, corrida de rua, projetos culturais, shows musicais, entrega da reforma da Escola Maria Leite Rafael e o lançamento de dois importantes projetos idealizados pela gestão municipal que foram o lançamento com a gravação oficial do Hino de Sumé e a implantação do Projeto Casinha da Leitura.

O Hino do Município, criado pela Lei Municipal n° 465, de 30 de novembro de 1985, com letra de Maria do Socorro Silva, música do maestro Antônio Bezerra da Silva e arranjo do maestro Nunes, foi agora gravado em estúdio com a edição e o acompanhamento do maestro Diego Bruno de Souza, atual maestro da Filarmônica Municipal Antônio Josué de Lima.

O CD conta com duas faixas, uma versão instrumental, tocada pela Filarmônica Municipal e a outra com coro nas vozes dos cantores Jéssica Vieira, Emerson Sousa, Sérgio Murilo e Klerianne Rafael.

O lançamento do CD aconteceu na noite do último domingo na Praça José Américo, assim como o projeto “Casinha da Leitura”, uma espécie de biblioteca de rua, idealizada pelo prefeito Éden e posta em prática pelo secretário de Finanças Miguel Robério e pela Secretaria Municipal de Educação.

A Casinha foi instalada na Praça José Américo e nela ficarão disponibilizados livros para leitura. As pessoas podem escolher um livro que esteja disponível no local, levar para casa para fazer a sua leitura e depois devolvê-lo. Os livros são provenientes de doações da população. Qualquer pessoa pode doar um livro para o projeto. No verso da capa de cada livro constará um carimbo com o nome do doador.

Nesse momento de implantação, a Prefeitura recebeu doações de livros do prefeito Éden, do escritor Sonielson Juvino, de Juarez Gouveia, Antonita Raphael, Tarcísio Fagundes, das crianças Maria Luiza Caluête e Bento Melo. Também contaram com o patrocínio da Cariri Web e da empresa Saile.

É objetivo da Prefeitura ampliar o projeto para outros pontos da cidade. Cada casinha instalada terá homenagem a personalidades ligadas à Educação ou à Cultura do município. A primeira casa leva o nome da professora Estelita Araújo.

Uma ficha ficará disponível para os leitores escreverem sua avaliação sobre o livro que leu e um e-mail foi criado para que também possam compartilhar experiências e sugestões.

Com Ascom
Andréia Duarte

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Uma fiscalização da Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE) resgatou 20 trabalhadores de condições análogas às de escravidão em uma obra pública de pavimentação localizada na cidade de Patos, no Sertão da Paraíba. O resgate aconteceu no final de julho, mas foi divulgado apenas nesta quarta-feira (9) pela auditoria.

Os 20 trabalhadores resgatados em questão estavam instalados em alojamentos coletivos fornecidos pela empregadora. Em outras duas empresas fiscalizadas, foram encontrados 10 e 20 trabalhadores na informalidade, respectivamente, sem que houvesse resgate. Medidas cabíveis foram adotadas.

Ainda de acordo com as informações divulgadas, foram averiguadas as situações de 55 trabalhadores vinculados a três empregadores diferentes, dos quais 47 estavam sem registro e sem formalização dos contratos de trabalho. Em uma dessas empresas, responsável por duas frentes de pavimentação em paralelepípedos, foram alcançados 25 trabalhadores, 17 deles sem registro.

A operação também encontrou uma série de irregularidades relacionadas também às condições em que os trabalhadores eram alojados e a estrutura de trabalho que dispunham. Sobre os alojamentos, a fiscalização encontrou que dois eram superlotados e precários, sem camas, móveis ou estrutura adequada, com colchões no piso e pertences espalhados.

Nas frentes de trabalho não havia sanitários, lavatórios, vestiários, abrigo ou local adequado para refeições e descanso. As necessidades eram feitas no mato e as refeições no chão, enquanto os trabalhadores ficavam expostos ao sol, poeira, esforço físico e riscos de acidentes, sem equipamentos de proteção, treinamento, controle médico ou primeiros socorros.

Em relação aos pagamentos dos salários dos trabalhadores, estes eram feitos em espécie ou transferência, sem recibos, e sem a parcela de repouso semanal para remunerados por produção ou diária. A fiscalização encontrou registros manuscritos de pagamento e ponto que identificavam trabalhadores sem registro, com dados da obra, frequência e chaves de transferência.

A conduta e eventual responsabilidade dos entes públicos contratantes das obras serão apuradas em procedimentos específicos.

Direitos dos trabalhadores foram registrados

Fotos de um dos alojamentos em que os trabalhadores ficavam — Foto: Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE)

Fotos de um dos alojamentos em que os trabalhadores ficavam — Foto: Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE)

Também conforme a auditoria, os vínculos de emprego dos trabalhadores foram formalizados, com registro no eSocial desde as respectivas datas de admissão e os correspondentes recolhimentos do FGTS e das contribuições previdenciárias.

Somados, os valores destinados ao pagamento das verbas rescisórias ultrapassam R$ 85 mil. Os trabalhadores também terão acesso ao seguro-desemprego destinado especificamente ao trabalhador resgatado de condição análoga à de escravo, observados os requisitos legais.

De Olho no Cariri

Com G1 Paraíba