Paraibana Mariah Yohana continua na disputa e participará da grande final do The Voice Kids
De Olho no Cariri
Na semifinal do The Voice Kids, na decisão sobre os participantes do time Carlinhos Brown, considerando a atribuição de mais vinte pontos dados pelo técnico, após as apresentações, se configurou um empate entre Talita Cipriano e Mariah Yohana, ambas com 45 pontos. Diante deste empate, a decisão final coube então ao técnico Carlinhos Brown, que decidiu pela permanência de Talita Cipriano.
Numa análise mais detalhada sobre as casas decimais da apuração dos votos, notou-se que, sem o arredondamento, Mariah Yohana teria permanecido na competição, com uma pequena vantagem de 45,05% dos votos, contra 44,82% de Talita Cipriano.
Diante disso, decidiu-se que ambas as candidatas continuam no programa: Mariah Yohana permanecerá na competição disputando a final no próximo domingo, 8/4, junto com Talita Cipriano e os demais participantes dos outros times.
Estarão, portanto, na final de The Voice Kids:
Time Claudia Leitte: Neto Junqueira
Time Carlinhos Brown: Mariah Yohana e Talita Cipriano
Time Simone & Simaria: Eduarda Brasil
O The Voice Kids tem apresentação de André Marques, com Thalita Rebouças nos bastidores, direção artística de Creso Eduardo Macedo e direção-geral de Flavio Goldemberg. A final acontecerá no próximo domingo, 8/4, logo após a Fórmula 1. A decisão final sobre o vencedor da terceira temporada caberá ao público, que poderá votar durante o programa ao vivo.
Uma fiscalização da Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE) resgatou 20 trabalhadores de condições análogas às de escravidão em uma obra pública de pavimentação localizada na cidade de Patos, no Sertão da Paraíba. O resgate aconteceu no final de julho, mas foi divulgado apenas nesta quarta-feira (9) pela auditoria.
Os 20 trabalhadores resgatados em questão estavam instalados em alojamentos coletivos fornecidos pela empregadora. Em outras duas empresas fiscalizadas, foram encontrados 10 e 20 trabalhadores na informalidade, respectivamente, sem que houvesse resgate. Medidas cabíveis foram adotadas.
Ainda de acordo com as informações divulgadas, foram averiguadas as situações de 55 trabalhadores vinculados a três empregadores diferentes, dos quais 47 estavam sem registro e sem formalização dos contratos de trabalho. Em uma dessas empresas, responsável por duas frentes de pavimentação em paralelepípedos, foram alcançados 25 trabalhadores, 17 deles sem registro.
A operação também encontrou uma série de irregularidades relacionadas também às condições em que os trabalhadores eram alojados e a estrutura de trabalho que dispunham. Sobre os alojamentos, a fiscalização encontrou que dois eram superlotados e precários, sem camas, móveis ou estrutura adequada, com colchões no piso e pertences espalhados.
Nas frentes de trabalho não havia sanitários, lavatórios, vestiários, abrigo ou local adequado para refeições e descanso. As necessidades eram feitas no mato e as refeições no chão, enquanto os trabalhadores ficavam expostos ao sol, poeira, esforço físico e riscos de acidentes, sem equipamentos de proteção, treinamento, controle médico ou primeiros socorros.
Em relação aos pagamentos dos salários dos trabalhadores, estes eram feitos em espécie ou transferência, sem recibos, e sem a parcela de repouso semanal para remunerados por produção ou diária. A fiscalização encontrou registros manuscritos de pagamento e ponto que identificavam trabalhadores sem registro, com dados da obra, frequência e chaves de transferência.
A conduta e eventual responsabilidade dos entes públicos contratantes das obras serão apuradas em procedimentos específicos.
Direitos dos trabalhadores foram registrados
Fotos de um dos alojamentos em que os trabalhadores ficavam — Foto: Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE)
Também conforme a auditoria, os vínculos de emprego dos trabalhadores foram formalizados, com registro no eSocial desde as respectivas datas de admissão e os correspondentes recolhimentos do FGTS e das contribuições previdenciárias.
Somados, os valores destinados ao pagamento das verbas rescisórias ultrapassam R$ 85 mil. Os trabalhadores também terão acesso ao seguro-desemprego destinado especificamente ao trabalhador resgatado de condição análoga à de escravo, observados os requisitos legais.