Cássio ratifica: só há uma vaga na majoritária para o PSDB

Após admitir que pode não disputar o governo do Estado em 2018, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) afirmou em entrevista à Rádio Correio FM, que o nome do prefeito de Campina Grande Romero Rodrigues (PSDB), desponta muito forte para a sucessão estadual.

Ele defendeu o fortalecimento das oposições, e reafirmou que não há como nenhum partido sair sozinho, reforçando a tese de que as oposições saiam unidades ano que vem.

Em relação a Romero Rodrigues, ele voltou a afirmar e que, se for preciso, abrirá mão do próprio mandado para que o colega venha a ser o candidato das oposições.

– Geopoliticamente, hoje não tem nenhum partido que tenha hegemonia suficiente para vencer as eleições de forma isolada. Portanto, as alianças são necessárias. O nome do prefeito Romero desponta muito forte nesse quadro. Se for preciso, eu não disputarei a eleição, pois já tenho trinta anos de mandato e já me sinto realizado como um homem público. É importante que as oposições estejam unidas e eu não serei um obstáculo – comentou.

Sobre as declarações do vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (PMDB), de que o prefeito da Capital, Luciano Cartaxo (PSD), está disparado nas pesquisas como o candidato das oposições, Cássio frisou que nem sempre esse tipo de levantamento é o único instrumento de avaliação.

– A pesquisa é um roteiro, uma bússola. Mas, não é o único instrumento. Às vezes você tem que agregar outros elementos, que se fazem na base do dialogo e discussões. O importante é que possamos fixar o princípio da unidade das oposições, como nas eleições passadas, em que as oposições venceram em 72% da população da Paraíba, no âmbito municipal – salientou.

O senador admitiu que há apenas uma vaga na majoritária para o PSDB, nas eleições de 2018, mas ressaltou que não há “impedimento de ordem legal nem de caráter político” neste fato, a questão seria apenas porque “geopoliticamente, hoje, não tem ninguém, nenhum partido que tenha hegemonia para vencer as eleições isoladamente” e, por este motivo, ocorrem as coligações.

“Não há nenhum partido que tenha hegemonia, nem o PSD, nem PDT, PMDB, nem o PSDB, nem o DEM, PTB, para vencer as eleições isoladamente, portando as coligações são necessárias”, adiantou.

Com Severino Lopes – PB Agora

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB