TCE-PB reprova contas da Câmara de Amparo por remuneração excessiva e impõe multa ao presidente

A 1ª Câmara do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) julgou irregular a prestação de contas anuais, referente ao exercício financeiro de 2025, da Câmara de Amparo, durante sessão na última quinta-feira (10). A motivação para a rejeição foi a constatação do pagamento de remunerações e subsídios parlamentares em excesso, em desacordo com as balizas constitucionais.

Além da reprovação técnica do balanço anual, o presidente Flávio Carneiro Feitoza foi condenado a ressarcir o erário municipal e sancionado com multa financeira individual.

O parecer do Ministério Público de Contas aponta que “considerando a inexistência de previsão normativa específica autorizando o acréscimo de 50% à remuneração do Presidente da Câmara Municipal de Amparo, entende-se configurado o pagamento indevido, o que resultou em dano ao erário correspondente ao montante integral das parcelas pagas a maior, totalizando o prejuízo de R$ 30.000,00 no exercício”.

O julgamento seguiu a proposta de voto do relator, o conselheiro substituto Renato Sérgio Santiago Melo. O colegiado fixou os seguintes valores para ressarcimento:

  • Câmara Municipal de Amparo: O vereador presidente Flávio Carneiro Feitoza teve a prestação de contas reprovada, sendo imputado o débito na ordem de R$ 30.000,00 para devolução ao erário.
  • Multas Aplicadas: Ao presidente da Casa Legislativa foi imposta multa individual de R$ 2.000,00.

Apesar da decisão, ainda cabe recurso junto ao Tribunal Pleno do TCE-PB, seguindo os prazos regimentais.

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou há pouco o rito que será adotado durante a sessão desta terça-feira (15), que vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10h.

Em seguida, a secretária da sessão fará a leitura da ata da sessão anterior da Corte, e Fachin vai realizar as saudações de praxe a todos os ministros.

O ministro chamará o processo para julgamento e passará a palavra ao ministro André Mendonça, que fará a leitura do relatório. O caso chegou a Fachin após Mendonça, relator do Caso Master, informar sobre possíveis conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro.

Depois, a palavra será dada à Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a manifestação da procuradoria, a votação será iniciada.

O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão.

O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli se declarou impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco.

Mais cedo, o STF confirmou que a sessão da Corte terá transmissão ao vivo pela TV Justiça e pela internet. 

Agência Brasil