Na Paraíba, Renan Santos promete “matar bandido como se não houvesse amanhã” e “desfilar com os corpos pelo chão”

Renan Santos (Missâo), candidato à Presidência pelo Missão, defendeu, durante discurso em João Pessoa na noite desta quarta-feira (19), uma política de enfrentamento ao crime organizado baseada em uma ação de guerra contra as facções criminosas. Ao falar sobre como pretende atuar caso seja eleito, o candidato afirmou que seu eventual governo “vai matar bandido como se não houvesse amanhã” e disse considerar a eliminação de criminosos parte de um projeto de ‘coesão nacional’.

Segundo Renan, o combate às organizações criminosas deveria ir além de uma política pública voltada exclusivamente à segurança. Para ele, uma guerra contra as facções poderia criar um sentimento de unidade entre brasileiros de diferentes regiões.

“Matar bandido não é só sobre fazer uma política pública funcional. É sobre gerar coesão, coesão nacional e um senso de pertencimento a uma nação”, afirmou.

O candidato citou facções com atuação em diferentes estados e afirmou que, embora existam grupos criminosos locais, organizações como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho possuem presença nacional.

“Todos nós temos que entender que nós temos hoje, veja só, um inimigo comum que se infiltrou em todas as nossas cidades”, declarou.

Renan também mencionou grupos criminosos específicos de diferentes estados. Ao falar da Paraíba, citou a Nova Okaida.

‘Uma guerra que nos faça ser brasileiros’

Na avaliação do candidato, que criou uma apoteoese em um teatro no Centro de João Pessoa, o enfrentamento ao crime poderia assumir um papel semelhante ao de grandes eventos esportivos na criação de uma identidade nacional.

“Entregar a guerra é entregar uma chance de nós sermos brasileiros juntos enfrentando o mesmo inimigo para além da Copa do Mundo, que é o único momento em que os brasileiros se falam”, disse.

Ele afirmou, em meio à plateia de maioria jovens, que gostaria de ver a população comemorando ações contra criminosos da mesma maneira que celebra conquistas esportivas.

“Muito mais do que vocês comemorarem um gol do Neymar ou uma chance de ter um hexa, eu quero que vocês comemorem a libertação dos seus bairros, das suas cidades, a prisão dessas pessoas que te assaltam”, afirmou.

Renan também apresentou como justificativa para sua proposta situações envolvendo roubos, ameaças e violência contra mulheres.

“Eu quero acabar com esses caras, vocês querem acabar com esses caras, a galera lá no Pará quer acabar com eles, no Rio Grande do Sul quer acabar com eles”, declarou.

“Estou sendo sanguinário”

Ao ser levantada a possibilidade de sua postura ser considerada “sanguinária”, o candidato não recuou.

“Ah, mas Renan, você está sendo sanguinário. Sim. Sim. Estou”, disse.

Na sequência, sob aplausos, ele fez uma declaração sobre a forma como pretende tratar criminosos em um eventual governo.

“Nós vamos desfilar em ruas com aqueles corpos deles largados ao chão naquelas fotografias e vamos falar antes eles do que minha mãe”, finalizou.

Com Wscom

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB