Golpe mira familiares de pacientes na UTI do Hospital Santa Filomena em Monteiro

Criminosos se passam por médicos, pedem R$ 5 mil para suposto procedimento cirúrgico e quase convencem uma família a realizar um Pix; hospital alerta que nenhum atendimento é cobrado.

Familiares de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional Santa Filomena, em Monteiro, foram alvo de uma tentativa de golpe neste sábado (25). De acordo com as informações apuradas, criminosos entraram em contato por telefone se passando por médicos da unidade hospitalar para solicitar a quantia de R$ 5 mil, alegando que o paciente precisaria passar por um procedimento cirúrgico de urgência.

Segundo o relato, uma das vítimas chegou a estar prestes a realizar um Pix para a conta indicada pelos golpistas. O prejuízo só não foi concretizado porque uma assistente social do hospital interveio a tempo, esclarecendo que se tratava de uma fraude.

Diante da situação, o Hospital Regional Santa Filomena reforça um importante alerta à população: nenhum procedimento realizado na unidade possui cobrança direta aos pacientes ou familiares. Qualquer ligação, mensagem ou contato solicitando pagamentos em nome do hospital ou de profissionais de saúde deve ser considerada suspeita.

A orientação é para que familiares não efetuem qualquer transferência de dinheiro e procurem imediatamente a direção do hospital ou a equipe de assistência social para confirmar qualquer informação. Além disso, casos dessa natureza devem ser denunciados às autoridades policiais para que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.

O golpe serve de alerta para toda a população. Em momentos de fragilidade e preocupação com a saúde de um ente querido, criminosos tentam se aproveitar do desespero das famílias. A recomendação é redobrar a atenção e jamais realizar pagamentos sem antes verificar a veracidade das informações diretamente com a unidade hospitalar.

De Olho no Cariri

Com Paraíba da Gente

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB