STF mantém o vereador Doutorzinho na presidência da Câmara Municipal de Taperoá

O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a permanência do vereador Doutorzinho na presidência da Câmara Municipal de Taperoá. A decisão foi proferida pelo ministro Dias Toffoli, relator da Reclamação nº 86.073, ao negar provimento ao agravo regimental apresentado por Ailton Paulo de Souza.

No voto, o ministro reafirmou o entendimento consolidado pelo STF de que é permitida apenas uma única reeleição consecutiva para o mesmo cargo nas mesas diretoras dos legislativos municipais, estaduais e distrital. Segundo a decisão, Ailton Paulo de Souza já havia exercido a presidência da Câmara de Taperoá nos biênios 2021/2022 e 2023/2024 e buscava garantir judicialmente um terceiro mandato consecutivo.

Dias Toffoli destacou que a pretensão contraria a jurisprudência consolidada da Suprema Corte, que passou a vedar reconduções sucessivas além de uma única reeleição, em observância aos princípios republicano e democrático, que exigem a alternância de poder.

Ao analisar o caso, o relator ressaltou que o entendimento firmado pelo STF possui efeito vinculante e deve ser observado por todos os tribunais do país. Com isso, foi mantida a decisão que impediu a continuidade de Ailton Paulo de Souza na presidência da Câmara e, consequentemente, assegurada a permanência do vereador Doutorzinho no comando do Poder Legislativo de Taperoá.

A decisão representa mais um capítulo da aplicação da jurisprudência do Supremo sobre os limites de reeleição para cargos das mesas diretoras das câmaras municipais, reforçando a obrigatoriedade do respeito à alternância de poder nos legislativos brasileiros.

No processo, o presidente da Câmara, George Pereira de Sousa, conhecido como Doutorzinho, teve sua defesa conduzida pelo advogado Danilo Luiz Leite.

De Olho no Cariri

Paraíba Mix

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Uma criança de três anos foi socorrida e internada após ingerir maconha, na noite da sexta-feira (7), em Sousa, no Sertão da Paraíba. O menino foi levado pela mãe ao Hospital Regional de Sousa, que acionou a Polícia Militar após a entrada da criança na unidade de saúde. O caso só foi divulgado nesta segunda-feira (10).

Segundo informações repassadas pelo hospital, a criança chegou à unidade sonolenta e chorosa. À equipe médica, a mãe relatou que tinha o costume de dar maconha ao filho e afirmou que não percebeu o momento em que a criança teria ingerido a substância.

As equipes médica e de enfermagem realizaram os primeiros atendimentos e conseguiram estabilizar o menino. Em seguida, ele foi encaminhado para a semi-intensiva pediátrica, onde permaneceu sob cuidados médicos.

A quantidade de maconha que teria sido ingerida pela criança não foi informada. De acordo com o hospital, a mãe relatou que o episódio passou despercebido até a criança apresentar sinais de alteração.

A assessoria do Hospital Regional de Sousa informou que a criança apresentou melhora no quadro clínico após receber atendimento médico e permanecer sob observação na unidade.

O menino recebeu alta médica nesta segunda-feira (10).

Caso em investigação

A Polícia Militar foi acionada pelo Hospital Regional de Sousa e encaminhou a mãe da criança à delegacia para prestar esclarecimentos.

Segundo a polícia, a mulher confessou ser usuária de drogas e afirmou que, ao preparar maconha em casa, deixou restos da substância no local.

“Ao fazer sua maconha em casa, acabou deixando alguns dejetos, e essa criança pode ter ingerido”, informou a Polícia Militar.

Após prestar depoimento, a mulher foi liberada.

Um laudo técnico ainda é aguardado pela polícia. O resultado deve ajudar a confirmar a ingestão da droga e esclarecer as circunstâncias do caso.

O Conselho Tutelar de Sousa também foi acionado para acompanhar a situação. A reportagem não conseguiu contato com o órgão até a última atualização desta matéria.

Com Jornal da Paraíba