Na Paraíba, presidente da Funasa defende mais saneamento básico nos municípios

O presidente da Fundação Nacional de Saúde, o paraibano Lenildo Morais, destacou nesta quinta-feira (21) a necessidade de fortalecer a capacidade dos municípios para enfrentar desafios ligados ao saneamento, à segurança hídrica e às mudanças climáticas. Durante a abertura do 4º Seminário Estadual de Saneamento Ambiental da Paraíba (Sanear-PB), em João Pessoa, ele afirmou que a Funasa vive um momento de fortalecimento institucional, com foco na ampliação do apoio técnico aos municípios, especialmente os de pequeno porte e das áreas rurais.

“A gente está com uma missão muito estratégica daqui para a frente, que é fazer com que a Funasa se torne verdadeiramente uma instituição que possa ser um braço da execução dos municípios e do governo do Estado. Que a gente possa levar de fato, de forma célere, aquilo que a gente necessita fazer e que a população mais precisa”, afirmou.

Segundo o presidente, a orientação é ampliar a integração entre as ações de saneamento ambiental e saúde pública, considerando os impactos das mudanças climáticas e os desafios relacionados à segurança hídrica em diferentes regiões do país. “Eu fiz questão de vir com esse colete porque a gente, que trabalha com saneamento ambiental na Funasa, nós trabalhamos com saúde também. Então, a determinação do Ministério da Saúde é que a gente faça tudo integrado”, explicou.

Ele acrescentou que a Funasa espera retomar em breve 17 convênios para obras em municípios paraibanos – com vencimentos previstos para 30 de julho – e que o assunto deverá ser tratado em audiência com o governo do Estado. “A gente precisa reativar esses convênios de forma imediata para levar esse saneamento àqueles municípios”, enfatizou.

Reforço da equipe técnica

Lenildo Morais salientou ainda a importância de fortalecer a capacidade técnica da Fundação para ampliar o suporte aos municípios. Entre os objetivos, estão a ampliação e a recomposição das equipes técnicas, reforçando as áreas de engenharia, geologia e engenharia ambiental, a fim de avançar na “revitalização estratégica da Funasa”.

O presidente explicou também que a Fundação atua hoje em quase 5 mil municípios brasileiros com até 50 mil habitantes, mas também em todos aqueles que têm alguma atividade rural, em comunidades tradicionais, quilombolas e de maior vulnerabilidade.

Sobre o Sanear-PB

Promovido pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – Seção Paraíba (Abes-PB) e pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba, o Sanear-PB debate temas ligados à gestão das águas, inovação, mudanças climáticas e ampliação do acesso ao saneamento básico.

O evento, que se consolidou como um dos principais espaços de discussão sobre saneamento ambiental no estado, reúne representantes de instituições públicas, especialistas e profissionais do setor para discutir soluções voltadas ao saneamento ambiental e à resiliência hídrica.

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A campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou nesta terça-feira (13) o registro do endereço eletrônico do canal de WhatsApp conhecido como “Exército do Lula” no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A anotação foi formalizada pelo Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários (NGDAP) da Secretaria Judiciária da Corte, após uma série de impasses e embates jurídicos envolvendo ordens de ministros do tribunal.

Após registrar o endereço do canal “Exército do Lula” no TSE, a defesa do presidente afirmou à Corte que a medida foi tomada apenas para cumprir uma determinação de Nunes Marques e que não significa assumir a administração do canal nem reconhecer que ele já integrasse a propaganda eleitoral da candidatura.

Segundo a defesa, o canal foi criado e é administrado pelo deputado André Janones e “não está sob a supervisão direta da campanha”.

Coordenado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG), o canal tem mais de 4 milhões de inscritos. O objetivo é compartilhar áudios, vídeos e orientações para apoiadores do presidente Lula.

O canal de mensagens gerou embates no cenário político do segundo turno e virou alvo de disputas judiciais entre as campanhas.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL), adversário na corrida presidencial, havia questionado o uso da ferramenta, alegando a propagação de conteúdos de desinformação.

A disputa judicial se intensificou após decisões divergentes na cúpula da Justiça Eleitoral, resultando em uma determinação do presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, que exigiu a regularização formal da ferramenta e ordenou a suspensão das atividades até que o canal estivesse devidamente registrado.

Com o cumprimento da exigência e a anotação oficial do endereço eletrônico no sistema da Justiça Eleitoral, a campanha de Lula passa a assumir formalmente a responsabilidade pelas postagens e fluxos de comunicação veiculados na plataforma de mensagens.

Com Portal G1