Deputado Cabo Gilberto assina texto da chamada “PEC da Escravidão” e culpa a imprensa pelo seu ato

O deputado federal paraibano Cabo Gilberto Silva (PL-PB), tem mostrado que sabe transferir responsabilidade. O Cabo, está no centro de fortes críticas após assinar uma emenda à PEC que propõe o fim da escala 6×1. O texto alternativo, está sendo chamado de “PEC da Escravidão”.

O texto foi assinado por 176 parlamentares, que traz propostas que acendem um alerta vermelho para os direitos trabalhistas no Brasil.

Em Brasília o Cabo Gilberto, também estar sendo considerado “o paladino da escravidão”. Como noticiou e denunciou a imprensa paraibana.

Segue alguns pontos tratados pela “PEC da Escravidão”:

• Transição de 10 anos: adia a implementação definitiva da redução da jornada para o ano de 2036;

• Jornada de até 52 horas: abre brecha para que acordos coletivos e individuais ampliem a carga horária em até 30% acima do limite, alcançando 52 horas semanais;

• Exclusão de horas de repouso: determina que pausas e intervalos de saúde/segurança deixem de contar como jornada efetiva;

• Corte no FGTS: reduz pela metade (50%) a alíquota de contribuição do FGTS paga pelas empresas como “medida compensatória”.

A justificativa do deputado

Pressionado, Cabo Gilberto tentou se defender nesta quarta-feira (21). Segundo ele, a assinatura foi “apenas para ter o debate” no Congresso. Para completar, o parlamentar adotou a tática de culpar os mensageiros, acusando a imprensa de divulgar “fake news” sobre o assunto.

Cabo Gilberto, foi o único integrante da bancada federal da Paraíba a subscrever o texto, ou seja, a responsabilidade do ato é do deputado. O texto apresentado contou com apoio de parlamentares ligados ao Centrão e à oposição.

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A campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou nesta terça-feira (13) o registro do endereço eletrônico do canal de WhatsApp conhecido como “Exército do Lula” no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A anotação foi formalizada pelo Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários (NGDAP) da Secretaria Judiciária da Corte, após uma série de impasses e embates jurídicos envolvendo ordens de ministros do tribunal.

Após registrar o endereço do canal “Exército do Lula” no TSE, a defesa do presidente afirmou à Corte que a medida foi tomada apenas para cumprir uma determinação de Nunes Marques e que não significa assumir a administração do canal nem reconhecer que ele já integrasse a propaganda eleitoral da candidatura.

Segundo a defesa, o canal foi criado e é administrado pelo deputado André Janones e “não está sob a supervisão direta da campanha”.

Coordenado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG), o canal tem mais de 4 milhões de inscritos. O objetivo é compartilhar áudios, vídeos e orientações para apoiadores do presidente Lula.

O canal de mensagens gerou embates no cenário político do segundo turno e virou alvo de disputas judiciais entre as campanhas.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL), adversário na corrida presidencial, havia questionado o uso da ferramenta, alegando a propagação de conteúdos de desinformação.

A disputa judicial se intensificou após decisões divergentes na cúpula da Justiça Eleitoral, resultando em uma determinação do presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, que exigiu a regularização formal da ferramenta e ordenou a suspensão das atividades até que o canal estivesse devidamente registrado.

Com o cumprimento da exigência e a anotação oficial do endereço eletrônico no sistema da Justiça Eleitoral, a campanha de Lula passa a assumir formalmente a responsabilidade pelas postagens e fluxos de comunicação veiculados na plataforma de mensagens.

Com Portal G1