Ministério Público Eleitoral inicia monitoramento de facções criminosas visando às Eleições 2026 na Paraíba

O procurador regional eleitoral da Paraíba, Marcos Queiroga, afirmou nesta sexta-feira (22), que o Ministério Público Eleitoral (MPE) iniciou ações de inteligência para identificar possíveis interferências de organizações criminosas nas eleições de 2026 no estado.

“Nós temos algumas linhas de atuação que são prioritárias para o Projeto 2026. Uma delas é exatamente o combate às facções e a fiscalização desse tipo de situação, sobretudo com o envolvimento de candidatos ou pré-candidatos”, afirmou.

De acordo com o procurador, o trabalho ainda está em fase inicial e envolve ações de inteligência e levantamento de informações que possam indicar a atuação criminosa no ambiente político-eleitoral.

“Nós estamos atentos a isso, estamos fazendo o trabalho de inteligência, em busca de informações que possam denotar esse tipo de atividade. E, no momento oportuno, o Ministério Público Eleitoral irá tomar as providências em relação a isso”, disse.

O tema ganhou relevância após as eleições municipais de 2024, marcadas pelo reforço da segurança e pelo envio de tropas federais, autorizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para sete cidades paraibanas: Bayeux, Cabedelo Fagundes, Itabaiana, Paulista, Pombal e São Bento.

Tropas federais nas Eleições 2026

Apesar da preocupação crescente, Queiroga afirmou que ainda é cedo para discutir a necessidade de tropas federais para as eleições de 2026. “É muito prematuro”, resumiu.

Apesar disso, juízes das zonas eleitorais de Itabaiana, Piancó e Bayeux já solicitaram tropas federais devido a confrontos armados entre facções criminosas e a polarização política.

Caso Cabedelo ampliou debate

A discussão sobre a influência do crime organizado nas eleições ganhou dimensão ainda maior na Paraíba após a cassação do prefeito de Cabedelo, André Coutinho, e da vice-prefeita Camila Holanda.

A Justiça Eleitoral entendeu que houve interferência de uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas no processo eleitoral do município. A chapa eleita era apoiada pelo então prefeito Vitor Hugo.

O caso acendeu o alerta das autoridades sobre o avanço de facções criminosas em disputas eleitorais locais e reforçou o debate sobre o fortalecimento das ações de fiscalização para o próximo ciclo eleitoral.

Com Jornal da Paraíba

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A campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou nesta terça-feira (13) o registro do endereço eletrônico do canal de WhatsApp conhecido como “Exército do Lula” no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A anotação foi formalizada pelo Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários (NGDAP) da Secretaria Judiciária da Corte, após uma série de impasses e embates jurídicos envolvendo ordens de ministros do tribunal.

Após registrar o endereço do canal “Exército do Lula” no TSE, a defesa do presidente afirmou à Corte que a medida foi tomada apenas para cumprir uma determinação de Nunes Marques e que não significa assumir a administração do canal nem reconhecer que ele já integrasse a propaganda eleitoral da candidatura.

Segundo a defesa, o canal foi criado e é administrado pelo deputado André Janones e “não está sob a supervisão direta da campanha”.

Coordenado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG), o canal tem mais de 4 milhões de inscritos. O objetivo é compartilhar áudios, vídeos e orientações para apoiadores do presidente Lula.

O canal de mensagens gerou embates no cenário político do segundo turno e virou alvo de disputas judiciais entre as campanhas.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL), adversário na corrida presidencial, havia questionado o uso da ferramenta, alegando a propagação de conteúdos de desinformação.

A disputa judicial se intensificou após decisões divergentes na cúpula da Justiça Eleitoral, resultando em uma determinação do presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, que exigiu a regularização formal da ferramenta e ordenou a suspensão das atividades até que o canal estivesse devidamente registrado.

Com o cumprimento da exigência e a anotação oficial do endereço eletrônico no sistema da Justiça Eleitoral, a campanha de Lula passa a assumir formalmente a responsabilidade pelas postagens e fluxos de comunicação veiculados na plataforma de mensagens.

Com Portal G1