MP arquiva denúncia da oposição sobre serviços de aração em São João do Tigre

O Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio da Promotoria de Justiça de Monteiro, decidiu arquivar mais uma denúncia apresentada por integrantes da oposição de São João do Tigre contra a gestão do prefeito Márcio Leite.

A denúncia questionava o pagamento de R$ 187 mil por serviços de aração de terras que, segundo os denunciantes, não teriam sido executados pela empresa contratada pelo município.

Ocorre que, além de a empresa ter efetivamente prestado os serviços contratados, beneficiando dezenas de produtores rurais, o município utilizou apenas cerca de 52% do valor total previsto em contrato, correspondente a R$ 97.427,00, demonstrando economicidade na gestão dos recursos públicos. Além disso, o valor pago por hora-máquina em São João do Tigre foi significativamente inferior ao praticado no mercado e em municípios vizinhos.

Após análise do caso, a promotora responsável concluiu que não foram encontradas irregularidades na contratação nem na execução dos serviços. De acordo com o procedimento, as diligências realizadas comprovaram que a empresa possui capacidade operacional para realizar o trabalho contratado, com tratores na frota e diversos veículo.

A decisão destaca ainda que a execução dos serviços foi confirmada por medições técnicas, registros fotográficos das áreas atendidas e depoimentos de agricultores beneficiados pela ação.

Outro ponto observado pelo Ministério Público foi a economicidade do contrato. Segundo a investigação, a prefeitura utilizou apenas 52% do valor global previsto e praticou preços de hora-máquina inferiores aos registrados em municípios vizinhos.

A promotoria também afastou a alegação de que apenas máquinas do próprio município teriam executado os serviços, apontando que a empresa contratada possui estrutura suficiente para atender às demandas previstas no contrato.

Diante da ausência de provas de dolo, má-fé administrativa ou dano ao erário, o Ministério Público determinou o arquivamento da denúncia.

O prefeito destacou que esta é mais uma denúncia arquivada contra a gestão municipal e afirmou que a oposição “não tem nada a comemorar”, além de tentar atrapalhar os serviços de aração de terras que beneficiam os agricultores do município. Segundo ele, além das tentativas de tumultuar a administração com denúncias sem comprovação, integrantes do grupo oposicionista acumulam condenações por improbidade administrativa.

CONFIRA A DECISÃO DE ARQUIVAMENTO

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A campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou nesta terça-feira (13) o registro do endereço eletrônico do canal de WhatsApp conhecido como “Exército do Lula” no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A anotação foi formalizada pelo Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários (NGDAP) da Secretaria Judiciária da Corte, após uma série de impasses e embates jurídicos envolvendo ordens de ministros do tribunal.

Após registrar o endereço do canal “Exército do Lula” no TSE, a defesa do presidente afirmou à Corte que a medida foi tomada apenas para cumprir uma determinação de Nunes Marques e que não significa assumir a administração do canal nem reconhecer que ele já integrasse a propaganda eleitoral da candidatura.

Segundo a defesa, o canal foi criado e é administrado pelo deputado André Janones e “não está sob a supervisão direta da campanha”.

Coordenado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG), o canal tem mais de 4 milhões de inscritos. O objetivo é compartilhar áudios, vídeos e orientações para apoiadores do presidente Lula.

O canal de mensagens gerou embates no cenário político do segundo turno e virou alvo de disputas judiciais entre as campanhas.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL), adversário na corrida presidencial, havia questionado o uso da ferramenta, alegando a propagação de conteúdos de desinformação.

A disputa judicial se intensificou após decisões divergentes na cúpula da Justiça Eleitoral, resultando em uma determinação do presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, que exigiu a regularização formal da ferramenta e ordenou a suspensão das atividades até que o canal estivesse devidamente registrado.

Com o cumprimento da exigência e a anotação oficial do endereço eletrônico no sistema da Justiça Eleitoral, a campanha de Lula passa a assumir formalmente a responsabilidade pelas postagens e fluxos de comunicação veiculados na plataforma de mensagens.

Com Portal G1