TRE-PB abre inscrições para mesários voluntários das Eleições 2026 e oferece folgas, auxílio e meia-entrada na Paraíba

A Justiça Eleitoral da Paraíba está incentivando o cadastro de mesários voluntários para atuar nas Eleições 2026. As inscrições podem ser realizadas até o final do mês de junho, com o objetivo de facilitar a organização das Zonas Eleitorais em todo o estado.

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, os eleitores selecionados começarão a ser convocados a partir de julho.

O cadastro pode ser feito, preferencialmente, por meio do aplicativo e-Título ou pelo site oficial do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, mais de 11 mil eleitores trabalharam como mesários voluntários na Paraíba durante as eleições de 2024.

Podem se candidatar eleitores maiores de 18 anos e que estejam em situação regular com a Justiça Eleitoral. A legislação, porém, impede a participação de candidatos e parentes até segundo grau, membros de diretórios partidários com função executiva e autoridades policiais.

Benefícios para os mesários

Quem atua como mesário nas eleições possui uma série de benefícios garantidos por lei e regulamentados pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Entre eles estão:

Dois dias de folga para cada dia trabalhado nas eleições e também para cada dia de treinamento;

Auxílio-alimentação de R$ 65 por turno de trabalho;

Critério de desempate em concursos públicos, quando previsto no edital;

Possibilidade de aproveitamento das horas como atividade extracurricular em universidades conveniadas.

Além disso, na Paraíba, os mesários voluntários também têm direito ao benefício da meia-entrada em eventos culturais, esportivos e de lazer.

Meia-entrada para mesários na Paraíba

O benefício foi criado após a sanção da Lei nº 14.073, aprovada pela Assembleia Legislativa da Paraíba e publicada no Diário Oficial do Estado em novembro do ano passado.

A legislação garante desconto de 50% em ingressos para espetáculos artístico-culturais, eventos esportivos e atividades de lazer aos eleitores que atuarem efetivamente no primeiro e no segundo turno das eleições, plebiscitos ou referendos.

Para ter acesso ao benefício, o mesário deverá apresentar uma certidão emitida pela Justiça Eleitoral comprovando a participação nos trabalhos eleitorais.

O desconto terá validade de dois anos e não poderá ser acumulado com outras promoções ou convênios. A lei também estabelece que apenas a participação nos treinamentos não garante o direito à meia-entrada.

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A campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou nesta terça-feira (13) o registro do endereço eletrônico do canal de WhatsApp conhecido como “Exército do Lula” no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A anotação foi formalizada pelo Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários (NGDAP) da Secretaria Judiciária da Corte, após uma série de impasses e embates jurídicos envolvendo ordens de ministros do tribunal.

Após registrar o endereço do canal “Exército do Lula” no TSE, a defesa do presidente afirmou à Corte que a medida foi tomada apenas para cumprir uma determinação de Nunes Marques e que não significa assumir a administração do canal nem reconhecer que ele já integrasse a propaganda eleitoral da candidatura.

Segundo a defesa, o canal foi criado e é administrado pelo deputado André Janones e “não está sob a supervisão direta da campanha”.

Coordenado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG), o canal tem mais de 4 milhões de inscritos. O objetivo é compartilhar áudios, vídeos e orientações para apoiadores do presidente Lula.

O canal de mensagens gerou embates no cenário político do segundo turno e virou alvo de disputas judiciais entre as campanhas.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL), adversário na corrida presidencial, havia questionado o uso da ferramenta, alegando a propagação de conteúdos de desinformação.

A disputa judicial se intensificou após decisões divergentes na cúpula da Justiça Eleitoral, resultando em uma determinação do presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, que exigiu a regularização formal da ferramenta e ordenou a suspensão das atividades até que o canal estivesse devidamente registrado.

Com o cumprimento da exigência e a anotação oficial do endereço eletrônico no sistema da Justiça Eleitoral, a campanha de Lula passa a assumir formalmente a responsabilidade pelas postagens e fluxos de comunicação veiculados na plataforma de mensagens.

Com Portal G1