Influenciadora Deolane Bezerra é presa suspeita de lavar dinheiro do PCC

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) durante uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital. A ação também teve como alvo Marco Herbas Camacho, apontado como líder da facção, além de familiares e supostos operadores financeiros do grupo.

Segundo as investigações, o esquema utilizava uma transportadora de cargas em Presidente Venceslau, no interior paulista, como empresa de fachada para movimentação de recursos ilícitos. As apurações indicam que contas ligadas a Deolane e ao operador financeiro Everton de Souza, conhecido como “Player”, teriam sido usadas em transações suspeitas envolvendo integrantes da cúpula da organização criminosa.

A operação também determinou o bloqueio de R$ 357,5 milhões em bens e valores, além da apreensão de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões. As investigações começaram em 2019, após a apreensão de manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau, e avançaram até revelar um suposto esquema milionário de lavagem de dinheiro com ramificações empresariais e familiares. Deolane já havia sido presa há dois anos pela Polícia Civil de Pernambuco, mas o processo foi anulado.

MaisPB

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A campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou nesta terça-feira (13) o registro do endereço eletrônico do canal de WhatsApp conhecido como “Exército do Lula” no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A anotação foi formalizada pelo Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários (NGDAP) da Secretaria Judiciária da Corte, após uma série de impasses e embates jurídicos envolvendo ordens de ministros do tribunal.

Após registrar o endereço do canal “Exército do Lula” no TSE, a defesa do presidente afirmou à Corte que a medida foi tomada apenas para cumprir uma determinação de Nunes Marques e que não significa assumir a administração do canal nem reconhecer que ele já integrasse a propaganda eleitoral da candidatura.

Segundo a defesa, o canal foi criado e é administrado pelo deputado André Janones e “não está sob a supervisão direta da campanha”.

Coordenado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG), o canal tem mais de 4 milhões de inscritos. O objetivo é compartilhar áudios, vídeos e orientações para apoiadores do presidente Lula.

O canal de mensagens gerou embates no cenário político do segundo turno e virou alvo de disputas judiciais entre as campanhas.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL), adversário na corrida presidencial, havia questionado o uso da ferramenta, alegando a propagação de conteúdos de desinformação.

A disputa judicial se intensificou após decisões divergentes na cúpula da Justiça Eleitoral, resultando em uma determinação do presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, que exigiu a regularização formal da ferramenta e ordenou a suspensão das atividades até que o canal estivesse devidamente registrado.

Com o cumprimento da exigência e a anotação oficial do endereço eletrônico no sistema da Justiça Eleitoral, a campanha de Lula passa a assumir formalmente a responsabilidade pelas postagens e fluxos de comunicação veiculados na plataforma de mensagens.

Com Portal G1