Valdemar nega ‘ultimato’ de 15 dias para decidir sobre candidatura de Flávio

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, negou que tenha estipulado um prazo de 15 dias para decidir sobre a viabilidade da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República após a revelação de relações do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira, 20, o cacique disse que o período diz respeito a uma estimativa para que Flávio cresça nas pesquisas de intenção de voto.

Notícia veiculada na terça, 19, pelo jornal O Globo apontou que a cúpula do PL teria estabelecido uma janela de tempo para avaliar a real possibilidade de Flávio ser um candidato viável após a divulgação de áudios nas quais ele pede dinheiro a Vorcaro para conclusão do filme Dark Horse, obra biográfica de Jair Bolsonaro.

“Fiz comentários internos sobre um prazo estimado de 15 dias para o início da retomada do crescimento do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas. De forma oportunista e distorcida, tentaram inverter completamente o sentido da minha fala, atribuindo a ela uma interpretação que jamais existiu”, escreveu o cacique no comunicado divulgado nas redes oficiais do partido.

Valdemar disse, ainda, que jamais tratou de “testar resistência” de Flávio e que a “força política e pessoal” do presidenciável está “mais sólida do que nunca” depois de “tudo o que enfrentou nos últimos anos”.

‘Oportunistas de plantão’

O presidente nacional do PL finaliza a nota criticando o que classificou de “oportunistas de plantão” e afirmou acreditar no crescimento do filho de Jair Bolsonaro nas próximas sondagens eleitorais. “A verdade é simples: o que veremos nos próximos dias será o crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas e o fortalecimento de sua imagem junto à população. Isso, sim, deverá incomodar os oportunistas de plantão que vivem da distorção e da má-fé”, concluiu.

Pesquisa

Pesquisa AtlasIntel divulgada na terça-feira, 19, mostra que o vazamento do áudio no qual Flávio Bolsonaro aparece cobrando dinheiro de Vorcaro, no último dia 13 de maio, foi amplamente conhecido pelo eleitorado, impactou a preferência de voto de parte dos votantes e fez o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro perder fôlego na disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com o levantamento divulgado, Lula tem agora quase treze pontos de vantagem para Flávio no primeiro turno (47,0% a 34,3%). O petista praticamente manteve estável a sua intenção de votos, mas o senador viu recuar o percentual de apoiadores em mais de cinco pontos.

Com Veja

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A campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou nesta terça-feira (13) o registro do endereço eletrônico do canal de WhatsApp conhecido como “Exército do Lula” no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A anotação foi formalizada pelo Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários (NGDAP) da Secretaria Judiciária da Corte, após uma série de impasses e embates jurídicos envolvendo ordens de ministros do tribunal.

Após registrar o endereço do canal “Exército do Lula” no TSE, a defesa do presidente afirmou à Corte que a medida foi tomada apenas para cumprir uma determinação de Nunes Marques e que não significa assumir a administração do canal nem reconhecer que ele já integrasse a propaganda eleitoral da candidatura.

Segundo a defesa, o canal foi criado e é administrado pelo deputado André Janones e “não está sob a supervisão direta da campanha”.

Coordenado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG), o canal tem mais de 4 milhões de inscritos. O objetivo é compartilhar áudios, vídeos e orientações para apoiadores do presidente Lula.

O canal de mensagens gerou embates no cenário político do segundo turno e virou alvo de disputas judiciais entre as campanhas.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL), adversário na corrida presidencial, havia questionado o uso da ferramenta, alegando a propagação de conteúdos de desinformação.

A disputa judicial se intensificou após decisões divergentes na cúpula da Justiça Eleitoral, resultando em uma determinação do presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, que exigiu a regularização formal da ferramenta e ordenou a suspensão das atividades até que o canal estivesse devidamente registrado.

Com o cumprimento da exigência e a anotação oficial do endereço eletrônico no sistema da Justiça Eleitoral, a campanha de Lula passa a assumir formalmente a responsabilidade pelas postagens e fluxos de comunicação veiculados na plataforma de mensagens.

Com Portal G1